Vigarices, vigaristas e seus golpes financeiros

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Volta e meia na comunidade se tem notícia de que algum novo golpe ou pirâmide que visa enganar incautos que perdem o dinheiro ganho a duras penas. O fim de tudo todos já sabem – centenas, milhares de lesados que ficarão no prejuízo e os triunfantes incentivadores as vezes se juntam aos lesados sem ter a quem reclamar. Veja abaixo alguns casos de delitos onde os responsáveis foram presos, fugiram impunemente para o Brasil ou ainda estão por aqui.

Carlos Wanzeler
Carlos Wanzeler optou por fugir para o Brasil onde desfruta de boa vida nas praias capixabas

A condenação recente de James Merrill, um dos diretores executivos da TelexFREE, a seis anos de prisão não vai ressarcir as vítimas da pirâmide, e tampouco repara os resultados da fraude bilionária que provocou prejuízos em milhões de pessoas no mundo todo.

De acordo com o El Planeta, só no Estado de Massachusetts cerca de 41 mil pessoas que tiveram prejuízos da monta de US$ 120 milhões, principalmente brasileiros e dominicanos em Lawrence, Framingham e Chelse. Os promotores pediram uma pena de 10 anos, mas decidiu-se pela pena de seis anos. James Merril havia se declarado culpado. Carlos Wanzeler é considerado fugitivo da justiça americana e aproveita a boa vida nas praias do Espírito Santo. Recentemente foi acusado de estar por trás dos US$ 20 milhões apreendidos em um apartamento em Southborough, Massachusetts.

 

 

Sann Vasconcelos
Velho conhecido da comunidade brasileira, agora assina Sann Vasconcelos, mudou o penteado e se diz prejudicado pela TelexFREE

Sann Rodrigues
Atualmente usa o nome de Sann Vasconcelos e é um verdadeiro veterano na arte de ganhar dinheiro fácil. A pilantragem inicial atendia pelo nome de FoneClub e em maio de 2006, a U.S. Securities and Exhange Commission – SEC abriu um processo contra Victor Sales e Sann Rodrigues por oferta fraudulenta de valores imobiliários. Logo no tópico 1 da denúncia a SEC afirmava que o FoneClub tinha características de uma típica pirâmide baseado no esquema de Ponzi. A acusação da SEC dizia ainda que Sales e Rodrigues tinham em mãos cheques de investidores em valores entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão. Dos US$ 3,269,459 que teriam sido arrecadados pelo FoneClub, US$ 1,805,612.66 foram retidos pela SEC para ressarcimento de possíveis investidores lesados. Sann que teve os bens bloqueados, esteve preso e se diz uma vítima da TelexFREE. Recentemente Sann lançou um livro contando a sua história. Em 2016, Sann livrou-se do processo da TelexFREE, mas não do processo por fraude imigratória, pelo qual pode ser deportado.

DFRF 171
Para impressionar, Daniel Fernandes Rojo Filho ostentava com carros de luxo entre eles uma Lamborghini dourada, jatinhos, relógios caros e roupas finas. Exibia o pomposo título de ‘chanceler do Brasil’

Daniel Fernandes Rojo Filho
Um vigarista internacional que tinha uma empresa chamada DFRF que exibia-se nas redes sociais com carros de luxo, viagens, jatinho e ostentação e que prometia a riqueza para quem investisse no seu negócio. Daniel Fernandes Rojo Filho foi acusado pela Securities and Exchange Commission (SEC) de desviar cerca de US$ 12 milhões oriundos de investidores, dos quais gastou US$ 6 milhões em carros de luxo, viagens e ostentação. Em comunicado publicado na sua página pessoal, afirmou que ia honrar os investimentos captados e que ao seu ver, tudo era um mal entendido das autoridades e que a DFRF vai continuar operando fora dos Estados Unidos. Se for condenado, Rojo Filho pode pegar até 20 anos de prisão, mais liberdade condicional e multa de até US$ 250 mil. Inicialmente a SEC divulgou que o montante congelado era de US$ 15 milhões, corrigido posteriormente para US$ 12 milhões. Rojo Filho que afirmava operar mais de 50 minas de ouro no Brasil e na África, mas as receitas da empresa vieram apenas com a venda de interesses para os investidores e não a partir da mineração de ouro, foi preso em Boca Raton, Flórida, pelo FBI em julho do ano passado.

Alguns casos de vigarices & vigaristas
Karl Vasconcelos
Entre 2000 e 2002, Karl Vasconcelos vendeu em Framingham 1.746 cartões de social security para imigrantes indocumentados por preços que variavam entre US$ 2 mil e US$ 2,5 mil, arrecadando aproximadamente US$ 3,9 milhões. Só em Massachusetts foram vendidos 868 cartões, e até um funcionário do Social Security Administration do Texas fazia parte da quadrilha de Karl Vasconcelos, que foi sentenciado em 2003 a cumprir uma pena de cinco anos e três meses, além de ter os seus bens confiscados pelo governo federal. Todos os que compraram os cartões do social security foram localizados, se declararam culpados e foram deportados. Já o funcionário federal foi sentenciado a cinco anos e onze meses.

José Neto
José Neto, o Zelão era dono de uma companhia de limpeza e morava em Allston, e foi um dos que supostamente compraram o cartão do social security de Karl Vasconcelos. Quando foi chamado a depor, tentou corromper o agente da imigração que autorizado por seus superiores fingiu aceitar dinheiro para mudar o status imigratório de Zelão e sua esposa. Os encontros foram filmados e fotografados, até que Zelão fosse preso junto com outras 57 pessoas. Num dos encontros o agente do ICE disfarçado recebeu US$ 20 mil, e em outros encontros José Neto pagava adicionais que variavam entre US$ 4 e US$ 5 mil para que vários imigrantes indocumentados fossem liberados. Muitos deles eram empregados da empresa de José Neto, que admitiu culpa e foi condenado a uma pena de cinco anos.

Eudes Souza
Prometeu arrumar autorizações de trabalho para pelo menos quatro pessoas das quais recebeu aproximadamente US$ 15 mil. Uma das pessoas lesadas por Eudes Souza chegou a deixar o seu emprego em Minas Gerais porque o espertalhão prometeu imediatamente a emissão do visto. O modus operandi de Eudes envolvia “Sonia”, que segundo ele era funcionária do consulado americano em São Paulo, que facilitaria as coisas mediante pagamento. Só que nunca existiu funcionária alguma no esquema e era a forma que Eudes usava para enganar pessoas honestas. Uma das pessoas enganadas teria que pagar cerca de US$ 10 mil pelo processo todo, dinheiro que iria para o bolso dele.

Mesa da Fé e Elite Activity Ressurect
As duas pirâmides deixaram na mão muitas pessoas que tomaram prejuízos financeiros, tão logo a imprensa noticiou o fato, os responsáveis por elas ameaçaram processar quem publicasse qualquer notícia acerca das práticas, porém tudo não passou de ameaças. No caso da Mesa da Fé, o principal responsável pela introdução da pirâmide foi embora para o Brasil, já na pirâmide Elite, ninguém foi preso aqui Massachusetts. A polícia de Goiás, prendeu religiosos envolvidos no esquema. A característica de ambas as pirâmides era a participação de pastores e religiosos.

HudsonEduardoNascimento
Hudson Eduardo Nascimento foi condenado pela justiça de Minas Gerais por golpes e fraudes

Hudson Eduardo do Nascimento/Hudson Ferrari
Em 2008, Hudson foi acusado de dar estes golpes e lesar uma série de pessoas em aproximadamente US$ 60 mil. O capixaba usava os nomes de “Omar Maldonado” – um porto-riquenho de quem teria comprado a identidade; “Moises Rosado” e o apelido de “Junior”. O caso foi parar na polícia que começou a investigar o brasileiro que ameaçou um state trooper. O modo de operação de Hudson Ferrari era o da confiança que passava para as suas futuras vítimas através de amizade. Uma outra forma de aplicar seus golpes era contra mulheres solteiras, divorciadas ou separadas das quais ele se aproximava para namorar, e depois de algum tempo, Ferrari que se dizia comerciante de carros, principalmente picapes falava para as vítimas que tinha um cheque que precisava ser trocado e que não podia usar a sua conta corrente bancária para não pagar impostos e taxas, e pedia que a pessoa depositasse o cheque e lhe pagasse quando a compensação fosse liberada. Ao mesmo tempo pedia um adiantamento pois alegava que estava precisando de dinheiro. A pessoa só ia saber que fora lesada quando o cheque voltasse com alguma restrição ou sem fundos, sendo que ele mesmo que emitia o cheque usando um nome falso. Normalmente as restrições eram de roubo como de diversas pessoas que tiveram cheques roubados por Hudson Ferrari. Um outro golpe aplicado por ele foi o da intermediação para a obtenção da carteira de motorista de Massachusetts. Nestes casos, Hudson cobrava entre US$ 1,5 mil e US$ 2 mil e dizendo que tinha “contatos” na Registry of Motor Vehicles e pedia dinheiro adiantado e dizia acompanharia a pessoa, que ficava esperando até que se desse conta de caíra num golpe. Hudson fugiu para o Brasil onde praticou diversos golpes contra pessoas envolvendo o comércio de carros tendo sido condenado a uma pena de 25 anos de cadeia.

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