UM pouco de todos nós em ‘Aurora da Minha Vida’

Edel Holz mais uma vez dirigiu um grupo heterogêneo com o qual nos encontramos no cotidiano da comunidade brasileira em Massachusetts

0
542
‘Aurora da Minha Vida’ traz um pouco - ou muito - de cada um de nós, em uma etapa importante das nossas vidas que é o período escolar
A diretora Edel Holz. Foto: Jehozadak Pereira

Na abertura do espetáculo teatral ‘Aurora da Minha Vida’, no domingo, 26, a diretora Edel Holz afirmou que estava realizando um sonho ao montar o texto de Naum Alves de Souza que marcou época nas artes brasileiras.

‘Aurora da Minha Vida’ traz um pouco – ou muito – de cada um de nós, em uma etapa importante das nossas vidas que é o período escolar. Quem foi assistir certamente retrocedeu alguns anos ou décadas e como se olhasse num espelho – ou seria um filme – e pudesse reencontrar alguns personagens que a despeito do tempo estão ainda vivos e presentes no nosso cotidiano.

O ‘Crente’; a ‘Gorda’; a irritante sabe-tudo ’Adiantada’; o ingênuo ‘Bobo’; o adoentado ‘Quieto’; o espertíssimo bajulador ‘Puxa Saco’ e as implicantes e replicantes ‘Gêmeas’ intrometendo-se em todas as situações formam o corpo discente da hipotética escola. No corpo docente estão o diretor patriota; a freira; os professores de inglês, geografia e de português, além da mãe das gêmeas que é o estereótipo de todas as genitoras.

As rezingas constantes eram meramente circunscritas ao ambiente da sala de aula e na hora do intervalo o importante era divertir-se. As implicâncias jamais extrapolavam estas delimitações.

Edel Holz mais uma vez dirigiu um grupo heterogêneo com o qual nos encontramos no cotidiano da comunidade brasileira em Massachusetts, e tirou de cada um o melhor que poderiam dar em interpretações convincentes e que emocionaram a todos os que optaram em ir ao Arts at the Armory em Somerville prestigiar o que temos de melhor e termos de arte e cultura.

Pena mesmo é que não podemos evitar e retardar a aurora das nossas vidas e que ‘Aurora da Minha Vida’, tenha tido uma única apresentação, pois deveria ter uma carreira longa para emocionar a tantos outros. 

Já passou da hora de empreendedores e empresários brasileiros darem-se conta da realidade que é o teatro brasileiro de Boston e do que ele representa e que é necessário apoio e amparo financeiro, para que trabalhos como este de Edel Holz seja levado a todos os cantos da comunidade.

Fernando Araujo, Juliane Calbo, Juliane Farias, Zé Pereira, Lais Ribeiro, Paula Menegazo, Ronald Batista, Simoneide Almeida, Sheylla Kennedy e Valter Américo deram vida aos personagens que mostraram que a aurora das nossas vidas é inevitável e que venha o próximo espetáculo de Edel e sua troupe. A trilha sonora ficou por conta de Sophia Holz. 

Fotos de capa e compartilhamento: Edson Jan

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here