TPM: lindas, carentes e furiosas

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Renata é bonita, bem sucedida, gosta do que faz, mas uma vez por mês se sente feia, velha – ela ainda não fez 30 anos, e as vezes até um tanto quanto desprezada. Só que nada disto é verdade, mas ela acredita nisto. O que acontece com Renata é o mesmo que se passa com milhões de mulheres ao redor do mundo.

É a famosa TPM – Tensão pré-menstrual, cujos sintomas vão desde a depressão, sentimentos de desesperança, tensão, irritação, tristeza, choro convulsivo, dificuldade de concentração, alteração do sono, dores musculares e de cabeça, vontade de gritar a todo instante e aumento dos conflitos pessoais, entre outros sintomas que atormentam as mulheres a cada mês. São mais de 150 sintomas identificados pela medicina.

Adelaide é uma mulher dócil e compreensiva com o marido e os filhos, mas ela mesmo já se cansou dos barracos que arrumou ao longo da vida por causa da TPM. Um dia ainda no Brasil, jogou uma caixa de ovos e a farinha que havia comprado para fazer um bolo no rosto da caixa do supermercado por causa de uma discussão boba que começou motivada pelo troco. Foi parar na polícia. A última e definitiva confusão que ela arrumou foi numa viagem para o Brasil há alguns anos.

Ela pediu uma água para a comissária de bordo e demorou para ser atendida, furiosa xingou e destratou a mulher, e daí partiu para a agressão física e foi retirada do avião que ainda não havia decolado de São Paulo. Foi indiciada pela Polícia Federal brasileira, perdeu o voo e foi colocada num cadastro da companhia área de pessoas indesejadas. Para voltar aos Estados Unidos foi um sufoco.

Os sintomas não são parecidos ou semelhantes em todas as mulheres, e nem elas reagem como Adelaide fazia até que buscou tratamento e ajuda psicológica para amenizar os sintomas que sente a cada mês, mesmo porque estava cansada de ser chamada de histérica a cada nova confusão. Uma das sensações que Adelaide sentia era de se que comportava como uma ursa furiosa pronta para atacar quem lhe atravessasse o caminho.

Para psicólogos e terapeutas, a variação e oscilação hormonal é uma das maiores vilãs que causa o problema. A partir da metade do ciclo menstrual, a produção de progesterona que estende-se até a menstruação. Neste período o nível de estrógeno cai até desaparecer completamente um ou dois dias antes de a mulher mesntruar.

O papel da progesterona é o de coadjuvante, pois ela não atua de forma direta no nos sintomas que provocam estes sinais, mas o hormônio estimula a ação de enzimas que atacam a serotonina, neurotransmissor que age diretamente no processamento das emoções e comportamento.

Como os sintomas da TPM aparecem a partir do 14o dia do ciclo menstrual, é possível transformar a progesterona na grande responsável pelos efeitos da síndrome pré-menstrual.

É possível amenizar os efeitos da TPM através de mudança de hábitos e alguns medicamentos específicos. Dieta alimentar, exercícios físicos e relaxamento é indicado para sintomas amenos. Para as ansiosas evitar cigarro, álcool e cafeína é a recomendação dos médicos. Para as formas mais severas de TPM e as que estão relacionadas a comportamentos agressivos, o tratamento recomendado é antidepressivos leves como a fluoxetina – que é o princípio ativo do Prozac. Foi este o tratamento que melhorou consideravelmente a vida de Adelaide. Já Renata, está se sentindo bonita, livre, leve de novo, pelo menos até o mês que vem.

Outros sintomas da TPM
Retenção de água – dilatação abdominal – mau funcionamento do intestino, causando inchaço nas pernas, constipação; sensibilidade dos seios; aumento de peso em água; dores nas costas, sensação de “arrastar-se” nas pernas e nas costas; dor nas juntas; enxaquecas; tonteiras ou vertigens; sensibilidade aguda à luz e ao barulho; sinusite; sintomas do tipo de glaucoma, e outras perturbações visuais resultantes de edema intra – ocular – inchação no interior da região do olho.

Desequilíbrio sódio/potássio – letargia; fadiga, sensação geral de fraqueza e “exaustão”; arritmia – palpitações cardíacas, batidas irregulares, ocasionalmente.

Distúrbios metabólicos – dores de cabeça; desmaio e desligamento; irritabilidade; sensação de fome, desejo de comer doces ou comidas salgadas, possível voracidade; náusea; exaustão, insonia; letargia; dificuldade de concentração; maior suscetibilidade ao álcool; ataques de pânico e impulsos suicidas.

Menor resistência à infecções – infecções do aparelho respiratório superior, maior probabilidade de resfriados, inflamações de garganta, rinite; erupções cutâneas; erupções de acne; conjuntivite; furúnculos; crises de herpes; ataques de asma; reações alérgicas; gengivas sangrentas, irritações da bexiga.

Fotos meramente ilustrativas

 

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