SOLIDARIEDADE – campanha: “Ajude nosso amigo Fabio”

Jovem rondoniense foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica

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Fabio Vinicius Lopes já não tem os movimentos na parte superior do corpo

Sempre generosa e atenta às necessidades alheias, a comunidade brasileira em Massachusetts é conclamada a mais uma vez prestar solidariedade a quem precisa. Desta vez, quem precisa de ajuda é o jovem Fabio Vinicius Lopes, 27, anos, natural de Rondônia que foi acometido de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que provoca a destruição dos neurônios responsáveis pelo movimento dos músculos voluntários, levando a uma paralisia progressiva que acaba impedindo tarefas simples como andar, mastigar ou falar, por exemplo. 

Fabio Vinicius Lopes tem 27 anos e precisa de ajuda

Fabio que é formado em odontologia e no penúltimo ano da sua pós graduação, em 2018, quando já trabalhava como dentista começou a sentir os primeiros sintomas da doença. Com muita luta e dificuldade, a família de Fabio conseguiu o visto para os Estados Unidos. Há cerca de um ano vieram para a América em busca de tratamento em centros de pesquisa americanos, viagem que só foi possível porque amigos e familiares, fizeram uma ação para custear as passagens e a manutenção da família por seis meses.

Fabio que chegou com o pai e a mãe nos Estados Unidos em dezembro de 2018 na Flórida, e em New Bedford em fevereiro de 2019, já não tem os movimentos na parte superior do corpo e enfrenta dificuldades para respirar e seus pais não podem trabalhar pois o seu caso exige cuidados intensivos e supervisão em tempo integral.

A diretora executiva New England Comunity Center (NECC) Lidia Souza, idealizadora de muitas campanhas de solidariedade decidiu cria a campanha “Ajude nosso amigo Fabio” e para isto criou uma conta no GoFundMe.com onde conta a história do jovem rondoniense. “A maior necessidade da família hoje é um carro espaçoso, que posso acomodar Fabio e os equipamentos médicos da qual ele depende para ir para as consultas médicas. Atualmente os pais contam com a ajuda de amigos para levar o rapaz para o Mass General Hospital em Boston, onde Fabio recebe atendimento médico com a equipe neurológica especializada na doença. Pedimos para a comunidade que nos ajude a conseguir o valor para comprar um carro para família, e também ajudar no aluguel do apartamento onde moram em New Bedford, MA”, diz Lidia no texto publicado na descrição da campanha solidária. ‘Tenho a certeza de que a comunidade vai mais uma vez ajudar quem tanto precisa”, complementa.

Para ajudar Fabio e sua família clique aqui e doe qualquer valor.

O que é a Esclerose Lateral Amiotrófica (ALS na sigla em inglês)?
– A esclerose lateral amiotrófica, ou ALS, é uma doença das células nervosas do cérebro e da medula espinhal que controlam o movimento voluntário dos músculos
– Não há cura para a ALS
– A ALS também é conhecida como doença de Lou Gehrig

Causas
– Em cerca de 10% dos casos, a ALS é causada por um defeito genético. Nos demais casos, a causa é desconhecida
– Na ALS, as células nervosas (neurônios) se desgastam ou morrem e já não conseguem mais mandar mensagens aos músculos. Isso gera enfraquecimento dos músculos, contrações involuntárias e incapacidade de mover os braços, as pernas e o corpo
– A doença piora lentamente
– Quando os músculos do peito param de trabalhar, fica muito difícil ou impossível respirar por conta própria
– A ALS afeta aproximadamente 5 de cada 100.000 pessoas em todo o mundo
– Não existem fatores de risco conhecidos, exceto ter um membro da família que tenha a forma hereditária da doença

Sintomas
– Os sintomas geralmente não se desenvolvem até depois dos 50 anos, mas podem começar em pessoas mais novas
– As pessoas com ALS têm uma perda gradual de força e coordenação muscular que finalmente piora e impossibilita a realização de tarefas rotineiras como subir escadas, levantar-se de uma cadeira ou engolir
– Os músculos da respiração e da deglutição podem ser os primeiros a serem afetados
– Conforme a doença piora, mais grupos musculares podem manifestar problemas
– A ALS não afeta os sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato)
– Ela raramente afeta o funcionamento da bexiga ou dos intestinos, ou a capacidade de pensamento e raciocínio de uma pessoa.

Fotos: Acervo familiar. Reportagem publicada anteriormente no JS News

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