SÉRIE especial: Meiroka Nunes: fazendo o bem sem olhar a quem…

Oitava reportagem especial alusiva ao 'Dia Internacional da Mulher': Meiroka Nunes

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O blog vai publicar até o dia 13 de março uma reportagem por dia contando a história de uma mulher por ocasião do Dia Internacional da Mulher. A reportagem de hoje é sobre Meirilucia Nunes, a Meiroka, uma laboriosa voluntária que não mede esforços para ajudar quem precisa no lugar onde mora.

Martha’s Vineyard é um dos mais caros, exclusivos – e desejados – lugares para se viver nos Estados Unidos e onde moram milionários, aposentados e gente que gosta de beleza e tranquilidade em casas que valem alguns milhões de dólares, ou seja, um paraíso na terra.

Nas sete cidades da ilha – Aquinnah, Chilmark, West Tisbury, Tisbury, Edgartown, Vineyard Haven e Oak Bluffs moram uma grande e trabalhadora comunidade brasileira que terminado o inverno dedicam-se a trabalhar muitas e intermináveis horas por semana no verão.

Meiroka com o marido e os filhos

Se por um lado, estes brasileiros trabalham em quase todas as áreas, os problemas também são muitos e não há uma voz que os defenda. Pelo menos é o que se pensa, quando se trata de buscar ajuda aos menos favorecidos sem qualquer subvenção oficial, e é aí que entra em ação Meirilucia Nunes, a Meiroka, uma mulher determinada a vencer e sobretudo a ajudar pessoas que precisam de auxílio.

Meiroka que nasceu e seu criou em Mantena, MG, chegou nos Estados Unidos há 14 anos com o marido Fabio e se foi morar em Martha’s Vineyard onde nasceram os filhos Heytor, Ian e Otho com quem ela divide o seu tempo entre uma emergência e outra com alguém da comunidade local.

Seu papel é importante em acalmar algum aflito, diante de boatos ou qualquer circunstância adversa. A comunidade local carece de informação, educação e orientação, situações que se agravam durante o inverno quando o trabalho fica escasso.

Por ser uma frequente interlocutora das autoridades e de entidades na Ilha e fora dela, Meiroka é uma constante facilitadora, inclusive com as atividades do Consulado-Geral do Brasil em Boston. Uma das conquistas que lhe dá muito orgulho foi reivindicar e levar para a Ilha o Consulado Itinerante. “É muito complicado sair da Ilha quando se tem filhos, quando tem que perder dia de trabalho, pagar motorista para o transporte, pagar a balsa, gasolina, etc. Por isso eu não meço esforços para trazer o Consulado e tenho o apoio deles para ajudar”, diz Meiroka.

Para facilitar a sua tarefa junto a comunidade brasileira, Meiroka, criou há alguns anos o grupo Brazukada no Facebook. “O Brazukada é destinado a ajudar a população brasileira que mora na ilha e hoje conta com mais de sete mil membros que buscam informações e provém ajuda para tantas pessoas, prestando serviço de utilidade pública”, afirma.

“Meu maior projeto é criar uma ONG e um centro cultural brasileiro na Ilha, que já tem o Clube Português e o Hebrew Center. Nós precisamos de ajuda, pois a comunidade está crescendo cada vez mais. Para isto vamos fazer jantares, almoços e ter outras atividades como aulas de capoeira, para levantar fundos”, afirma sobre o sonho de criar uma ONG.

Um dos afazeres que mais tomam seu tempo é o trabalho humanitário, pois é muito comum entre a população local pessoas sem qualquer parente ou familiar que more nos Estados Unidos. Quando estas pessoas ficam adoecem e por conseguinte sem condições de trabalhar, Meiroka provê ajuda e organiza quem pode auxiliar os necessitados.

“Há muito trabalho a ser feito e não há tempo para pensar muito. Quando alguém precisa de ajuda é para agora, e não dá para esperar”, afirma. Uma outra das suas atividades dentro dos seus afazeres é acalmar o povo quando algum boato toma conta da comunidade. Por isso, não se sabe quando o telefone vai tocar com alguém precisando de ajuda e lá vai a Meiroka fazer o bem sem olhar a quem…

Fotos: acervo familiar

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