SÉRIE especial: Liliane Costa – abençoada, feliz e realizada

Terceira reportagem especial alusiva ao 'Dia Internacional da Mulher': Liliane Costa

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Liliane Costa é diretora executiva do BRACE - Brazilian American Center que atende milhares de pessoas todos os anos

O blog vai publicar uma série de reportagens nos próximos dias contando a história de uma mulher por ocasião do Dia Internacional da Mulher. A terceira história da série é de Liliane Costa, diretora do BRACE – Brazilian American Center em Framingham, MA. 

Liliane Costa define-se como uma mulher abençoada, feliz, realizada e que luta por aquilo que acredita. Também diz sempre que está de bem com a vida e é curiosa, no sentido de obter conhecimento e de saber o que se passa ao seu redor. “Adoro conversar, conhecer pessoas. Amo um desafio. Tenho a sensibilidade muito desenvolvida e acho que de todos os papéis que já desempenhei nesta vida, o meu melhor foi ser mãe. Me realizei completamente na maternidade”, esta mineira de Inhapim, Minas Gerais e que chegou aos Estados Unidos em 27 de fevereiro de 1998 com a família. 

“Quando cheguei aqui eu tinha duas certezas: 1. dificilmente eu voltaria a morar no Brasil e, como consequência; 2. precisava me legalizar. Em setembro de 1998 foi aberta a inscrição para a loteria do green card. Eu enviei duas cartas de inscrição. Uma em meu nome e a outra, em nome do meu marido (na época). E, adivinha quem foi sorteado? Meu ex-marido. Ele recebeu o green card em 1999 e o meu e das crianças veio em 2005”, sobre a tão sonhada legalização.

Sempre envolvida com o trabalho social e voluntário, principalmente na Paróquia de são Tarcísio em Framingham, Massachusetts, Liliane conta sobre suas atividades beneficentes. “Eu comecei a trabalhar como voluntária numa organização chamada MICAH em 2006. Esta organização era formada por pessoas de vários credos na região do Metrowest. O objetivo era conhecer o que as comunidades menos favorecidas precisavam. Fazíamos visitas nas casas das pessoas e conversávamos com cada um sobre suas necessidades mais urgentes. Recolhíamos estas informações e estudávamos as formas e modos de os ajudar. No início de 2012 fui convidada a participar do Conselho de diretores do BRACE – Brazilian American Center. Em setembro de 2014, eu me tornei a administradora do BRACE”.

Liliane gosta de contar histórias e estar ao seu lado pode significar boas risadas ou se emocionar com as narrativas sobre os dramas que ouve todos os dias no desempenho das suas funções. “O meu trabalho é um desafio constante. São situações complicadas que precisam de solução. Vou dar um exemplo: fui procurada por uma pessoa (vamos chamá-la de Marcia) que veio do Brasil com outro nome (Marisa), vivia aqui já por mais de dez anos com este nome falso, tirou passaporte, fez plano de saúde, tinha conta no banco, contrato de aluguel, etc, enfim, tinha uma vida, só que com um nome que não era dela. Ela engravidou. Começou a fazer o pré-natal. Com quatro para cinco meses de gravidez, ela entendeu que não poderia sustentar a mentira do nome falso porque o filho seria registrado com um nome de mãe que não existia. Ela não podia permitir isso. A solução foi contar a verdade ao médico do pré-natal que poderia ajudá-la. O médico fez a Marisa deixar de existir e fez nascer a Marcia”, diz Liliane.

Um dos grandes desafios que Liliane enfrenta diariamente é prover para as milhares de pessoas que procuram o BRACE as informações corretas e precisas que procura fornecer para que estes possam resolver seus problemas. “Quando alguém nos traz um assunto novo, vamos a procura de informação, que pode ser a solução do problema. A parceria com o Consulado-Geral do Brasil em Boston é uma grande conquista, pois trouxe o Consulado para mais perto da comunidade, além das parcerias com outras organizações que tem serviços a oferecer”, continua.

Sobre os brasileiros em Massachusetts, Liliane tem a opinião formada de que a comunidade está mais madura, mais estruturada e integrada à sociedade americana. (Os brasileiros) têm o respeito desta sociedade pelo trabalho duro e empreendedor que é uma marca registrada nossa. Hoje, em Framingham, nós temos brasileiros trabalhando no Corpo de Bombeiros, na Polícia, na Prefeitura, nas escolas públicas, nas empresas americanas em geral, na política, e, sem deixar de mencionar a quantidade de empresários bem estabelecidos. Somos bem vistos”.

Amo o Brasil e sou muito grata pela minha vinda para este país. Consegui educar meus filhos (tenho quatro) e mostrar a eles a importância de estudar e não perder a herança cultural. São todos graduados em universidades e trabalhando nas profissões escolhidas por eles. Gostaria de dizer que podemos sonhar e sonhar alto, porque temos a capacidade de realizar estes sonhos. Basta planejar e realizar”, finaliza.

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