SÉRIE especial: Daniela Braga – ‘o gesto nobre de uma mulher normal’

Sexta reportagem especial alusiva ao 'Dia Internacional da Mulher': Daniela Braga

0
2884

O blog vai publicar até o dia 10 de março uma reportagem por dia contando a história de uma mulher por ocasião do Dia Internacional da Mulher. A reportagem de hoje é sobre Daniela Braga, que diante da adversidade alheia doou um rim para uma pessoa que não conhecia.

Uma das histórias mais marcantes e tocantes no ano passado na comunidade brasileira em Massachusetts foi o de Valéria Falstad, uma brasileira que era acometida da doença renal policística, uma grave enfermidade hereditária que não tem tratamento e tampouco existe medicamentos que inibam o crescimento e o surgimento de cistos renais.

Daniela Braga com os filhos
Vitoria, Davi e o esposo Pacceli Braga

Precisando urgentemente de um rim, Valéria esteve na fila de espera por um doador por três anos. A espera poderia ser ainda maior – de seis a oito anos, caso não encontrasse um doador vivo, por causa do tipo sanguíneo que teria de ser O+ ou O-.

Valéria contou a sua história em diversos veículos de imprensa, inclusive aqui no blog, e para jornais, revistas, programas de rádio e de TV deram espaço na expectativa de que um doador compatível aparecesse. A campanha e o drama de Valeria foi também postado nas redes sociais e foi no Facebook que a paulista Daniela Braga, mas criada em Engenheiro Caldas, MG, tomou conhecimento do caso através de uma amiga em comum com Valeria e buscou uma forma de ajudar uma desconhecida, já que é portadora do sangue O-.

Valéria Falstad e Daniela Braga

“Soube da história e do drama de Valéria em abril de 2016 através de uma amiga em comum, e fiquei tocada com a situação. Conversei com meu esposo e disse a ele que sentia que seria a doadora do rim para Valéria”, diz Daniela que chegou nos Estados Unidos em junho de 1999 com a bagagem cheia de esperança por uma vida nova assim como todo imigrante. Da intenção, Daniela passou a ação e entre abril e outubro do ano passado fez todos os exames e foi avisada que era doadora compatível e o transplante aconteceu em novembro de 2017.

“Foi uma das mais lindas e inesquecíveis experiências que há vivi e que certamente jamais me arrependerei. Poder transformar (mudar a realidade), a vida de uma pessoa é simplesmente fantástico e gratificante. A única alegria que se compara a isso foi ter feito uma experiência pessoal com Deus e ter dado a luz aos meus filhos. Sou a prova viva de que pessoas normais podem ser capazes de gestos nobres. Se olharmos ao nosso redor perceberemos que existem problemas e sofrimentos muito maiores do que os nossos. A verdadeira alegria está em dar e não receber, quando descobrimos isso em sua totalidade descobrimos o verdadeiro sentido da vida. Minha família é a minha maior riqueza e sem o apoio deles jamais teria sido capaz de ter doado o órgão para a Valeria”, diz Daniela que é católica praticante e frequenta a Comunidade Católica de Santo Antonio em Somerville, Massachusetts.

Do gesto nobre de Daniela, Valéria Falstad que mora em Framingham, pode levar uma vida com qualidade e costuma dizer que ganhou uma irmã.

Fotos: acervo pessoal

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here