Respiração bucal

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A respiração é essencial para o bom funcionamento do nosso corpo. É a primeira função desenvolvida por ocasião do nascimento, estabelecendo-se como função vital do organismo. O seu desequilíbrio pode causar alterações em diversos órgãos e sistemas. Somente as cavidades nasais possuem condições perfeitas para filtrar partículas e microrganismos do ar e fazer com que ele chegue aos pulmões na temperatura ideal, favorecendo a oxigenação.
Há muitas pessoas que respiram pela boca, o que acaba acarretando diversos problemas para a saúde e também comprometendo a estética.
Conseqüências graves
A respiração bucal é um problema grave, a médio ou longo prazo e, poderá acarretar prejuízos como alterações faciais (musculares e ósseas), principalmente durante a fase de crescimento, além de mudanças do tórax e da postura.
O problema de respiração bucal pode ser a causa de apnéias, distúrbios do sono e até mesmo enxaquecas. Ronco, bruxismo, dor de cabeça, dor na coluna, entre outros, podem ser curados pela correção da mastigação e da respiração.
Causas
Profissionais citam como causas da respiração bucal: obstrução nasal, rinites, aumento da adenóide, desvio de septo, entre outras. O problema se inicia na fase de amamentação. Adenóide, desvio de septo nasal, entre outros problemas, são conseqüências de uma respiração errada, e não as causas. Segundo os especialistas, a respiração natural tem que ser registrada durante o amadurecimento do Sistema Nervoso Central – SNC. Isso acontece no primeiro ano de vida. O bebê, quando recebe o aleitamento do peito, respira pelo nariz. O contato dos lábios com o mamilo materno vai provocar os movimentos de sucção. É através da amamentação, com os movimentos de vaivém, que estimula o crescimento ósseo e faz com que a mandíbula alcance seu tamanho harmônico em relação à face. O ar é obrigado a sair e entrar pelo nariz, e essa informação fica registrada no SNC. Por isso, o bebê deve ser amamentado no peito até completar um ano de vida. Se isso não acontece, qualquer obstrução faz o bebê respirar pela boca. A criança que mama na mamadeira não precisa exercer muita pressão para sugar, por isso pode mamar com a boca semi-aberta, o que faz com que ela perca o selamento labial, podendo trazer como conseqüência a respiração bucal.
O ato de respirar deve ser encarado como uma função vital que engloba diversos problemas quando realizado de maneira incorreta. A respiração bucal é uma síndrome de fácil diagnóstico que deve ser tratada para não acarretar sérias conseqüências.
Tratamento
O tratamento da respiração bucal será bem-sucedido quanto mais cedo for realizado. O paciente deve ser submetido à reeducação da respiração e à readaptação da musculatura, para que o problema não persista.
O tratamento deve ser multidisciplinar, com acompanhamento de profissionais especializados: otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, ortodontista e odontopediatra. Cada um vai ter uma função durante o processo. Juntos, possibilitarão um bom resultado final, atuando entre si com o objetivo de normalizar as funções.
Características de quem respira pela boca
– Têm lábios afastados e o inferior geralmente é flácido. Os lábios não se tocam;
– Come e respira pela boca ao mesmo tempo;
– Mastiga pouco e parece apressado ao comer;
– Língua entre ou sobre os dentes;
– Pronuncia o S e o Z de maneira distorcida e projeta a língua nos T, D, N e L;
– Ronca e pode babar excessivamente ao dormir;
– Está sempre cansado pela manhã;
– Lábios secos e rachados;
– São “barrigudinhos”, porque ganham peso devido à má mastigação e também porque apresentam alteração na postura corporal – lordose.

Na dúvida consulte um médico.

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