Republicanos elaboram projeto que pune reentrada de deportados nos EUA

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O senador John Cornyn (foto da capa) e o deputado Michael McCaul, ambos republicanos do Estado do Texas, elaboram um projeto de lei, que se for aprovado pelo Congresso, pune com pelo menos cinco anos de prisão imigrantes que reentraram no país depois de terem sido deportados anteriormente.

O plano de ambos é voltado especificamente para as cidades-santuário e inclui uma medida que exige que os pais de adolescentes indocumentados usem tornozeleiras eletrônicas e a contratação de mais juízes de imigração para acelerar as deportações, conforme relatou o jornal Washington Post, na terça-feira, 16.

Além destas medidas, o projeto inclui o aumento de vagas nos centros de detenção do Immigration and Customs Enforcement (ICE) e do Department of Homeland Security (DHS). Em janeiro, quando Donald Trump assumiu a presidência, a capacidade diária era de 39 mil vagas.

A reportagem do Washington Post afirma que não é a primeira vez que o senador Cornyn trabalha em um projeto de lei para punir a imigração ilegal. Em 2005, em parceria com o senador Jon Kyl, republicano do Arizona, propôs uma lei que incrementava o policiamento e o repatriamento de todos os imigrantes indocumentados aos seus respectivos países de origem, para que pedissem nos consulados dos Estados Unidos, vistos para voltar ao país.

Na sua campanha, Trump propôs medida semelhante em um comício no Arizona. O projeto de Cornyn e Kyl estabelecia um prazo de cinco anos para que indocumentados deixassem o país e impunha multas de US$ 2 mil para cada ano de permanência ilegal. O projeto foi rejeitado pela Câmara.

O Washington Post afirma que o projeto tende a morrer no Senado, caso passe na Câmara, uma vez que que são necessários 60 votos para aprovar uma lei. Os republicanos têm 52 assentos e precisarão de oito votos democratas, o que é improvável.

Fotos: reproduções

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