Pedestres distraídos com celulares correm perigo de acidentes graves

Sem noção do perigo, caminhantes distraídos em telefones celulares acidentam-se cada vez mais

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Marcelo Ribeiro é um brasileiro que não dirige por opção própria, embora tenha sua situação imigratória legalizada. “É que não gosto de carro mesmo. Tenho uma bicicleta e quando preciso ir a algum lugar vou de Uber e me sinto bem assim”, diz Marcelo que é cozinheiro e faz um partime de dog walking e por causa disto anda a pé na maioria das vezes e jamais desgruda do smartphone. Acerca de duas semanas, Marcelo pisou em falso na beira da entrada de um basement e só não se machucou com seriedade porque ficou preso pelo capuz do seu moletom no corrimão da escada em que caiu.

“Machuquei o cotovelo e ralei o joelho, mas o tombo poderia ter tido consequências graves se eu não tivesse ficado preso no corrimão, e prontamente o morador da casa me prestou assistência e sequer vou mover qualquer ação, porque a culpa do acidente foi exclusivamente minha, que estava prestando atenção no telefone celular”, diz.

Marcelo até então não havia se dado conta de que é um dos milhões de usuários de modernos telefones celulares dos quais não desgrudam um instante sequer, seja dirigindo, andando a pé pelas ruas, em casa, no trabalho e em todos os lugares possíveis e imagináveis e que estão sendo chamados de ‘distracted walkers’ – ‘caminhantes distraídos’. Também desconhecem os riscos que correm de se acidentar, como foi o caso do brasileiro. Há os casos de pedestres que invadem pistas de rolamento sem prestar atenção de onde estão andando, sujeitos a atropelamentos, quedas e acidentes.

A primeira cidade americana a coibir a caminhada distraída é Honolulu, capital do Havaí que a partir do fim de outubro passou a multar quem for pego em flagrante. Pedestres que foram surpreendidos receberão multas que variam entre US$ 15 e US$ 35 pela primeira infração; de US$ 35 a US$ 75 para os reincidentes e até US$ 99 pelos flagrantes subsequentes.

O Havaí, registrou um grande número de mortos por atropelamentos. No total foram mais de 6 mil pedestres atropelados no ano passado. Entre os anos de 2000 e 2011, mais de 11 mil acidentes foram atribuídos ao uso de telefones celulares.

A caminhada distraída, principalmente por dispositivos eletrônicos aumenta em quatro vezes o risco de um acidente, além de levar 18% mais tempo para atravessar uma rua do que um pedestre que não está entretido com algum dispositivo eletrônico.

Outros estados americanos como New York e Massachusetts, discutem leis semelhantes a de Honolulu. As autoridades não registram pequenos acidentes ou aqueles que não tem gravidade como quedas ou choques com obstáculos, portas, barreiras, vitrines, placas etc. Mas hospitais e clínicas registram um grande número de quedas em escadas por causa da caminhada distraída. “Quando eu voltei ao local do meu acidente de dia, tomei um susto, pois vi que poderia ter me acidentado com gravidade extrema e se não fosse o capuz do meu casaco, não sei o que teria me acontecido”, finaliza Marcelo.

Cuide-se
– Não caminhe ou dirija de olho no telefone celular
– Não envie, recebe ou navegue nas redes sociais durante a sua caminhada
– Preste atenção em faixas de pedestres e nos sinais de trânsito
– Não use fones de ouvido que impeçam ouvir o som ambiente
– Experimente desligar o telefone enquanto caminhar ou dirigir…

Imagens meramente ilustrativas

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