Palmeiras, o centenário maltratado

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Agosto, 26 e o Palmeiras faz 100 anos sem muita coisa para comemorar a não ser a data mesmo, pois no futebol pouco orgulho traz para o torcedor palestrino. Dois rebaixamentos no Campeonato Brasileiro – em 2002 e 2012, e campanhas medíocres nos últimos anos. Campanhas de desanimar o mais fanático dos torcedores.

Qual palmeirense é capaz de lembrar de lembrar por exemplo o time que ganhou a Copa do Brasil em 2012? Bruno; Artur, Maurício Ramos, Thiago Heleno e Juninho. Henrique, Marcos Assunção, João Vitor e Daniel Carvalho. Mazinho e Betinho. Os reservas que entraram em campo foram Leandro Amaro, Luan e Márcio Araújo. Destes aí quantos realmente tinham a capacidade técnica de vestir a camisa do Palmeiras? Quem sabe onde andam a maioria destes jogadores?

Claro que é normal de todo ser humano aspirar sempre o melhor para si, mas quantos jogadores que passaram pelo Palmeiras nos últimos 10 anos realmente teriam lugar em qualquer time grande? Poucos, mas a maioria pode dizer que jogou um dia no Palmeiras.

Infelizmente o clube tornou-se um clube que aluga camisa e vaga para jogadores medíocres que são levados para lá por empresários ávidos por lucro e a matemática é simples. O jogador medíocre passa pelo plantel e logo vão embora valorizados pela passagem pelo clube que nada ou pouco ganha com a transação.

Vergonhoso ver o outrora grande Palmeiras transformar-se num anão futebolístico, sem qualquer perspectiva de tornar num futuro bem próximo grande novamente.

A culpa é dos dirigentes, dos grandes caciques que mandam e desmandam no clube, não respeitando a instituição e fazendo com que se torne um exemplo a não ser seguido. O Palmeiras é hoje o clube com o pior bastidor do futebol brasileiro, onde quem está no poder sofre a oposição ferrenha de quem opera por trás das cortinas para tornar o ambiente péssimo e insalubre.

A mão que balança o berço do Palmeiras é a do indefectível Mustafá Contursi, eminência sinistra que manda em tudo e faz com que tudo seja do seu modo e jeito.

O certo é que no Palmeiras passaram nos últimos tempos bons administradores e péssimos dirigentes que cumpriram os seus mandatos e foram embora. Os técnicos se sucederam uns aos outros e sequer tiveram tempo de impor seus trabalhos e alguns foram efêmeros mesmo, sem deixar o mínimo de saudades.

Jogadores de razoável técnica passaram por lá e foram embora amedrontados pela violência e truculência da torcida que quando alguma coisa vai mal não hesita um instante em agredir atletas.

Sem querer ser saudosista ou viver do passado, bastava ter um time a altura de qualquer um dos esquadrões da década de 90, que embora vitoriosa pode ser designada como o início da década perdida, pois não se tirou nenhuma lição da parceria com a Parmalat, que deu evidência, mas pouco lucro.

O torcedor palmeirense que no passado tinha motivos e orgulho para celebrar conquistas, hoje, no centenário do clube que mais vezes venceu no futebol brasileiro, comemora a saída da zona de rebaixamento.

Pobre Palmeiras centenário e maltratado…

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