OPINIÃO: quem defende torturador é tal e qual ele

Bolsonaro comete a desfaçatez de elogiar um torturador e dizer que ele é um 'herói'

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Não tenho candidato e ainda não decidi em quem votar, mas já sei em quem não votarei: Jair Bolsonaro, por alguns motivos e também porque quem defende e elogia torturador é tal qual o próprio e também em Lula, que é o maior ladrão e corrupto que a política brasileira produziu em todos os tempos.

Bolsonaro, um capitão da reserva do Exército com sua fama e aura de valentão e que em cima disto baseia a sua campanha para a presidência da República em outubro deste ano. Um dos nomes que soa como um mantra na boca de Bolsonaro e sua gente é o do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi o primeiro militar que a Justiça brasileira reconheceu em 2008 como torturador. Ustra comandou na repressão dos anos militares uma delegacia de polícia onde aconteceram mais de 40 assassinatos e cerca de 500 casos de torturas de militantes de esquerda.

Carlos Alberto Brilhante Ustra chefiou o Departamento de Operações Internas de São Paulo, conhecido como DOI-Codi entre 1970 e 1974. Ustra usava o codinome de Major Tibiriçá e de acordo com o o projeto ‘Brasil Nunca Mais’, foi o responsável direto por cerca de 502 casos de tortura e de mais de 2 mil prisões políticas.

Em 2012, por decisão unânime por 3 a 0, desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo, negaram o recurso de Ustra que o responsabilizava por crimes de tortura a presos políticos, cuja sentença em primeira instância do juiz Gustavo Santini Teodoro, condenou-o em 2008, por torturas contra Maria Amélia de Almeida Teles, César Augusto Teles e Criméia de Almeida em 1972 no DOI-Codi em São Paulo.

Ainda em 2008, Ustra – o modelo de militar de Jair Bolsonaro, foi condenado a pagar R$ 100 mil por ter comandado sessões de tortura que mataram o jornalista Luiz Eduardo Merlino em 1971.

Diante da Comissão da Verdade em 2013, o coronal torturador Brilhante Ustra negou que houvesse cometido qualquer crime quando comandou o DOI-Codi em São Paulo, afirmando que recebera ordens dos seus superiores no Exército e que somente combateu o terrorismo.

A menção do nome Major Tibiriçá provocava calafrios nos presos políticos e sair ileso de um encontro com ele era raro acontecer. Militantes de esquerda que tiveram o infortúnio de passar pelas mãos de Ustra não o esqueceram jamais e alguns contam com pavor o que sofreram.

Por ocasião do seu voto a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Bolsonaro tratou de lembrar do coronel-torturador – “… pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff…”, disse sem ruborizar a face.

Em 2016, diante do Conselho de Érica da Câmara dos Deputados ao se defender da acusação de quebra de decoro parlamentar, Bolsonaro não se fez de rogado e disse que Ustra é ‘um herói’ brasileiro.Conheci e fui amigo do Ustra. Sou amigo da esposa dele, sou uma testemunha viva de toda essa história do que queriam fazer com nosso país, o que o PT fez com as doutrinações nas escolas. Sou exemplo vivo da história brasileira. O coronel recebeu a mais alta comenda do Exército, é um herói brasileiro. Se não concordam, paciência”, afirmou.

Brilhante Ustra só pode ser herói de um mentecapto brucutu como Bolsonaro e seus devotos. Nada além disto…

Defender, elogiar e exaltar gente do quilate de Brilhante Ustra é tornar-se igual e tal qual ele o foi, e quando Bolsonaro, seus filhos e seguidores o fazem, tomam deliberadamente o lado do torturador frio, cruel e que faria tudo de novo se possível fosse.

Para não ficar somente com o exemplo de Ustra, a esquerda também tem em Che Guevara um ícone cruel, frio, dissimulado que executava a sangue frio quem se lhe opusesse. Guardadas as devidas proporções Ustra e Che estão no mesmo patamar de crueldade, já que a história do argentino é maior do que a do brasileiro.

Cada sectário tem o modelo de ser humano – se é que é possível chamar Ustra de ser humano, que merece…

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