O que muda com a morte de Eduardo Campos

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A notícia da queda do avião que transportava Eduardo Campos na manhã da quarta-feira, em Santos, litoral de São Paulo provocou um verdadeiro furacão na campanha presidencial brasileira ao ser noticiada a sua morte. Primeiro pela perplexidade do fato em si e depois porque a possível entrada da ex-senadora e ex-ministra Marina Silva na corrida ao Planalto muda totalmente o foco da campanha.

Perdem Dilma Rousseff e Aécio Neves que terão de rever as suas estratégias de campanha e corrigir os rumos, pois com Eduardo Campos o cenário era um e com Marina Silva será outro. O desaparecimento do ex-governador de Pernambuco, onde teve dois mandatos e terminou com índices recordes de popularidade e estava nos últimos tempos divulgando a sua plataforma Brasil afora, vai mudar completamente o cenário eleitoral presente.

O Brasil perde um promissor e jovem líder político que tinha o amplo domínio do seu partido, o PSB e quem pensou que a aliança de última hora com o Rede Sustentabilidade de Marina Silva iria ser prejudicial para os dois partidos, enganou-se pois em princípio os dois davam-se bem e comungavam em muitos pontos. Os índices de Eduardo Campos mostravam que ele não iria para o segundo turno, porém os seus votos seriam importantes numa possível aliança no segundo turno que poderiam ser de Dilma ou de Aécio dependendo de negociações.

Certamente a decisão de efetivar Marina Silva como cabeça de chapa será a mais coerente e caberá a ela, que teve 20 milhões de votos na eleição passada são um patrimônio considerável nestas horas onde cada voto é importante no primeiro turno e certamente farão a diferença no segundo turno se houver.

As manifestações que se seguiram à morte de Eduardo Campos dão a exata dimensão da sua importância para a política brasileira e de herdeiro do seu avô, Miguel Arraes, um dos grandes nomes da república em todos os tempos. Todos foram unânimes em ressaltar o seu caráter e vida pública, de opositores a situacionistas que lamentaram a sua morte precoce.

Voltando a eleição presidencial o quadro a se apresentar com Marina Silva será totalmente diferente e caberá a ela mostrar a que veio e quantos votos tirará de Dilma Rousseff, do PT, de Aécio Neves e do PSDB. O jogo político será outro e não será surpresa alguma se Marina Silva ganhar uma eleição da qual não havia perspectiva de vitória, motivada por uma tragédia que extrapola o pessoal e entra na conta dos eventos quem mudam histórias de nações. Já na quinta-feira, 14, havia uma movimentação tanto no PSB quanto no PT e no PSDB para saber exatamente o que cada candidato terá que fazer na campanha, que diga-se mudará por completo o viés.

Analistas afirmaram que com Marina Silva como protagonista e não mais como coadjuvante a economia tende a reagir de outra forma e modo e certamente algumas forças e setores da sociedade se aliarão a ex-senadora e ex-ministra de estado, ou seja, convergirão e agora mais do que nunca o segundo turno se mostra como uma realidade inconteste.

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