‘O Doente Imaginário’, dirigido por Edel Holz agrada em cheio

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Edel Holz em cena em ‘O Doente Imaginário’ de Molière, que foi apresentado no teatro do YMCA em Cambridge, MA

Há muitos anos, as produções e espetáculos do teatro brasileiro em Boston acontecem pela pertinácia, esforço e determinação de Edel Holz e sua trupe que não se intimidam diante das dificuldades. Se bem que sempre existem empresários, empresas e negócios que se dispõem a patrocinar e a apoiar a incansável Edel e seus projetos.

No domingo, 19 de março, mais uma vez um espetáculo teatral aconteceu no teatro do YMCA em Cambridge, Massachusetts, com a apresentação de ‘O Doente Imaginário’, de Molière e os atores foram aplaudidos com entusiasmo pelo público presente.

O enredo da peça, gira em torno de Argan (Robson Lemos) – ‘O Doente Imaginário’, que é um hipocondríaco que vive as voltas com Beline (Juliane Farias), a esposa interesseira; Toinette (Edel Holz), a cuidadora sincera que fala tudo o que lhe vem à cabeça; Angelique (Andreza Moon) a filha casamenteira; Louison (Leo Tatara), a espevitada que conta para Argan tudo o que a irmã faz; o irmão Berrald (Valter Américo) e o pretendente Cleante (Victor Moi) a quem reclama o tempo todo de doenças que não existem. Só na sua cabeça.

Avarento, Argan quer que Angelique se case com um médico para economizar nas consultas e nos exames. Mas a donzela quer se casar com outro pretendente, frustrando os planos do pai.

‘O Doente Imaginário’ provocou gargalhadas da plateia e os figurinos e maquiagem agradaram em cheio. Robson Lemos que ficou em cena o tempo todo mostrou o seu conhecido talento; Edel Holz que adaptou e produziu ‘O Doente Imaginário’, Andreza Moon, Juliane Farias, Valter Américo e Victor Moi se encarregaram de dar vida e ritmo ao espetáculo, mas quem roubou a cena mesmo foi Leo Tatara que tiveram pouco mais de um mês de ensaios e preparos, mas que agradaram em cheio.

O único lamento é que ‘O Doente Imiginário’ teve só uma apresentação e a boa notícia é que mais espetáculos produzidos e dirigidos por Edel Holz acontecerão em 2017, inclusive um deles em comemoração aos 20 anos do teatro brasileiro em Boston.

Ah sim, a doença imaginária de Argan eram prosaicos gases, que fizeram o público explodir em gargalhadas…

Fotos: Jehozadak Pereira

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