Mortes, neonazismo, xenofobismo e preconceito; eis a América branca de Trump

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Não demorou e a tensão racial explodiu nos Estados na noite da sexta-feira, 11 e no sábado, 12, em Charlottesville, na Virgínia. Uma manifestação de supremacistas brancos que teve a participação de David Duke, ex-líder da Ku Klux Klan, reclama a volta da estátua do general confederado Robert Lee, que teve a sua remoção votada pelos vereadores da cidade em abril deste ano.

Lee, foi um herói da Guerra Civil, que liderou o exército confederado que era contrário à abolição da escravatura.

Desde que a lei foi aprovada na Câmara dos Vereadores, a cidade de Charlottesville virou alvo das atenções de supremacistas brancos, integrantes da alt-right (direita alternativa), neonazistas e racistas convictos de todos os quilates, que promoveram atos de protestos em maio e julho, cujo teor foram discursos de ódio e de intolerância. A Primeira Emenda da Constituição garante a estes manifestantes e a qualquer cidadão americano, o livre direito de expressão.

O certo é que este tipo de intolerância tem como motivo, mostrar para a sociedade americana quem são e um pouco do que estão dispostos a fazer, para na visão deles “tomar a América de volta’. Durante as manifestações de sexta e sábado, homens brancos gritavam palavras de ordens contra imigrantes, negros, gays e judeus. Outros gritavam que eram ‘nazistas sim’, e que tinham orgulho disto. Durante as manifestações, grupos de supremacistas brancos circulavam pela cidade, afirmando que eram uma milícia, portando escudos e exibindo armas de grosso calibre.

A tensão e o conflito chegou quando grupo de manifestantes antirracistas e nacionalistas se encontraram nas ruas partiram para o confronto que resultou em pelos menos três mortes até a noite de sábado.

O presidente Donald Trump foi ambíguo na sua fala ao afirmar que deve haver união e que é contra a violência nos protestos e o ódio decorrente deles, e que não há lugar para este tipo de violência no país. Em momento algum Trump condenou os supremacistas e racistas.

Menos de uma hora depois da fala do presidente, David Duke, o ex-líder da Ku Klun Klan e um dos mais convictos racistas, supremacistas e xenófobos dos Estados Unidos, deu o seu recado direto e duro a Donald Trump. Foi um recado determinante que coloca as coisas nos seus devidos lugares. “Eu recomendaria que você (Trump) olhasse bem no espelho e lembrasse que foram os brancos americanos que o colocaram na Presidência, não esquerdistas radicais”.

O recado da extrema direita, dos neonazistas, dos supremacistas, dos xenófobos, dos intolerantes, dos racistas e de quem elegeu Trump está dado. Devemos esperar pelo pior…

1 COMENTÁRIO

  1. Ridículo o seu posicionamento de radical da extrema esquerda!
    Não gosta do Trump? Vá pra Cuba!
    A forma como vc aceita a fala do Mr. Duke é preocupante mente reveladora!

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