Lições de um gênio inesquecível

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Vamos abrir espaço para falar da nobre arte – o box que em tempos bicudos do MMA deixa saudades. Porém nunca é demais lembrar os grandes espetáculos do esporte em qualquer modalidade. No dia 30 de outubro de 1974 aconteceu uma das maiores lutas de boxe de todos os tempos, no Zaire. Muhammad Ali lutou contra George Foreman e mostrou como um campeão, ou melhor, um gênio deve-se sair de qualquer dificuldade.

Foreman tinha na época 25 anos e Ali, 32; por causa disto os analistas temiam que acontecesse um verdadeiro massacre já que Foreman era considerado o pugilista de maior força nos punhos na época. Quando a luta começou foi uma demonstração de como as coisas iriam acontecer. Foreman botou Ali nas cordas o tempo todo e tratou de distribuir socos no fígado e abdomen. Uma verdadeira máquina de bater. Já Ali, saía, batia e se escondia nas cordas, porém quando batia impunha a sua técnica e marcava o rosto de Foreman para delírio do público que lotava o local da luta.

No oitavo assalto, Ali mostrou para o mundo e para Foreman quem mandava e quem era o maior de todos. Num descuido, Foreman abriu a guarda e uma sequência rápida de golpes colocou-o na lona e como protagonista de uma luta história – a maior das lições de um gênio do esporte. Uma jornada épica e até hoje lembrada pela ferocidade de Foreman e pela técnica de Ali, que mostrou como ganhar uma batalha.

Em 1975 em Manilla, nas Filipinas, Muhammad Ali lutou desta vez com Joe Frazier, na que seria tida como uma das melhores lutas de boxe de todos os tempos. Ali, bailou sobre o ringue o tempo todo, caçado que foi por Frazier. Dois titãs em busca de saber quem era o melhor.

E o melhor, era Ali. No 14º round, Ali dispara socos em Frazier, nocauteando-o sem apelação. O mundo sabia quem era de fato o melhor. As lutas estão disponíveis no YouTube e valem a pena ser assistidas, principalmente para os adeptos do MMA que confundem violência brutal com arte.

Um exemplo
Por causa da sua posição de se recusar a lutar na Guerra do Vietnã, Ali teve retirado os seus títulos – havia sido campeão dos pesos pesados em 1964 e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1968 em Roma, seu dinheiro e proibido de lutar por três anos. Seu cartel tem 56 vitórias, sendo 36 delas por nocaute e cinco derrotas, foi campeão dos pesos pesados três vezes e sofreu do Mal de Parkinson, morrendo na noite da sexta-feira, 3 de junho aos 74 anos, recebendo homenagens nos Estados Unidos, no mundo e dos aficcionados do boxe que jamais esquecem do seu balé e jogo de pernas nos ringues, das suas provocações, das suas ironias e principalmente do modo como abatia os seus adversários, fossem quem fossem.

Foi-se um gênio. O maior do boxe em todos os tempos…

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