ICE prende 400 fugitivos internacionais no ano fiscal; 5 são brasileiros

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No mês passado, o U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) Enforcement e o Removal Operations (ERO) realizaram a prisão de número 400 de um fugitivo estrangeiro no ano fiscal de 2017. Desde 1º de outubro de 2009, o ERO prendeu e retirou das ruas mais de 1.700 fugitivos estrangeiros que eram procurados em seus países nativos por crimes como homicídios, estupros e sequestros. O ano fiscal começou em 1º de outubro de 2016 e termina em 30 de setembro de 2017.

O dominicano Rafael Alberto-Burgos, 43 anos, (foto da capa) que tem nacionalidade espanhola, era procurado pelas autoridades da Espanha por homicídio, suspeito de ter participado do assassinato de sua ex-namorada em 1997, cujos restos mortais foram encontrados em uma rodovia de Barcelona.

Alberto-Burgos foi admitido nos Estados Unidos no âmbito do programa Visa Waiver Program em 1997 e permaneceu no país além do período da sua autorização. Em 2000, as autoridades espanholas emitiram um mandado de prisão contra ele e, em 2015, a INTERPOL emitiu um Alerta Vermelho para a sua detenção.

Em fevereiro deste ano, a INTERPOL e as autoridades americanas determinaram que Alberto-Burgos residia na cidade de New York e ele foi preso em 8 de junho em Manhattan, encerrando sua fuga de mais de dez anos das autoridades, e recebeu uma ordem de remoção administrativa. O ERO deportou Alberto-Burgos dos Estados Unidos e entregou-o às autoridades espanholas em 11 de julho.

A maioria das 400 prisões de fugitivos estrangeiros deste ano fiscal ocorreram em New York, New Jersey, Califórnia, Flórida, Arizona e Texas. A maioria das prisões foram de criminosos violentos que tinham condenações ou eram de algum modo buscados por crimes graves, incluindo homicídios – 121; crimes sexuais – 35; assalto – 18; seqüestro – 13 e roubo – 39. Das 400 prisões, mais de 40 eram procurados por atividades criminosas. Cinco deles são brasileiros: Stefania Joaquina Campos Rezende, Anderson Hickman, Marco Vinicius Antunes de Souza, Rosilda dos Santos Silva e um homem não identificado.

Brasileiros capturados
Stefania Joaquina Campos Rezende, uma brasileira de 30 anos, foi capturada em fevereiro , er procurada pela justiça brasileira por tráfico internacional de pessoas para fins de exploraçnao sexual. Nos Estados Unidos, Stefania foi condenada por delitos graves e tráfico de drogas.

O catarinense Anderson Hickman, o ‘Macaco’, 33 anos, conhecido ladrão de bancos, carros, ônibus de turismo, caixas eletrônicos, traficante de drogas e de armas, receptação e de homicídios, foi detido em 24 de fevereiro pelos oficiais de Operações de Controle e Execução (ERO) da Imigração e Alfândega (ICE), em Long Island City, New York. Hickman que é de Joinville, foi um dos 40 detidos na Operação Mercúrio da Polícia Federal em Santa Catarina tendo sido condenado a uma pena de sete anos e seis meses de prisão no regime semiaberto, por roubo e associação criminosa, mesmo alegando inocência e respondia ao processo em liberdade condicional.

Um brasileiro cuja identidade não foi revelada pelas autoridades, foi preso por agentes da U.S. Border Patrol em 13 de fevereiro em Dania Beach Station, Flórida. O homem era um foragido da justiça brasileira pois havia sido condenado por homícidio e tinha um mandato de busca internacional da Interpol.

Criminosos deportados
Nos últimos tempos, uma série de criminosos condenados pela justiça brasileira tem se refugiado nos Estados Unidos para não cumprirem suas penas. Confira alguns casos de pessoas que foram descobertos, apanhados e enviados de volta para o Brasil.
José Rogério Ferreira – ‘Ró’
José Rogério Ferreira de Souza, o ‘Ró’, procurado pela Justiça de Minas Gerais, foi preso numa operação da State Police de Massachusetts e do ICE em fevereiro de 2011, em Danvers. Ao ser preso, José Rogério usava o nome e o passaporte de Mauro Jorge, que estaria no Brasil. ‘Ró’, participou com dois cúmplices do assassinato do motorista de taxi Heraldo de Souza no Córrego São José, na zona rural de Teófilo Otoni, MG, em setembro de 2008. Menor à época do crime e procurado pela justiça de Minas Gerais, José Rogério veio para os Estados Unidos onde teria parentes e morava em Medford onde cometia furtos, constrangia e ameaçava pessoas e para algumas delas chegou a dizer que estava nos Estados Unidos porque havia cometido um homicídio como forma de se impor.

Caylon Botelho Carreiro, Wagner Gregório de Souza e Adilson Pires Ribeiro
Caylon e Adilson, foram presos em janeiro de 2015 e Wagner foi capturado em abril de 2015; sua condenação no Brasil foi por porte ilegal de arma de fogo. Carreiro tem condenação por tentativa de homícidio em Governador Valadares e Ribeiro foi condenado por fraude contra a Caixa Econômica Federal onde trabalhou. Caylon, Wagner e Adilson já foram deportados.

Farley Afonso Figueiredo
Procurado por tentativa de homícidio, Farley Afonso Figueiredo, 24 anos, foi preso em North Charleston, Carolina do Sul em janeiro de 2015 e deportado para o Brasil.

José Amauri Domingos Nascimento
Pernambucano, José Amauri Domingos Nascimento foi condenado pela morte de um menino de rua no Recife em 1991. Preso em Dallas, Texas, já havia sido deportado dos Estados Unidos em 1994, voltando posteriormente e se envolvendo em diversos delitos em 2004 e 2008. Foi preso e deportado para o Brasil no dia 5 de maio de 2015.

Marcos Vinicius Antunes de Souza. Foto: ICE.gov

Marcos Vinicius Antunes de Souza
Aos 27 anos, o brasileiro Vinícius, que é o suspeito de assassinato em 2014, foi entregue às autoridades policiais brasileiras no dia 9 de novembro pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE). Antunes de Souza, foi deportado em novembro de 2016. O brasileiro tinha um mandado de prisão da justiça do Brasil como o suposto atirador em um plano de assassinato por encomenda contra o tio de 57 anos de Rosilda dos Santos Silva, sua esposa, e suposta autora intelectual e mandante do crime. De acordo com o mandado de prisão, Antunes de Souza e sua esposa planejaram a execução para se beneficiar de uma herança da família do tio – Silas Vieira Gomes, que foi baleada e morta em 6 de dezembro de 2014, perto de Ipatinga. A esposa de Vinicius também enfrenta acusações pelo assassinato da parente.

Foto: ICE.gov

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