Homofobia, preconceito e xenofobia atingem brasileiro e amigos

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No próximo sábado, 29, quando o caminhão de mudanças parar na porta da casa que fica no fim de uma aprazível, arborizada e simpática ruazinha de Medford, Massachusetts, terminará um período de tensões que durou quase dois anos desde que o paranaense Tony, mudou para lá.

Alegre, festeiro e sempre cercado de amigos, Tony fazia sempre questão de comemorar e celebrar a vida por qualquer pretexto. As festas e reuniões sempre tinham muita gente e no verão aconteciam no backyard o que certamente deve ter incomodado os vizinhos.

‘Nunca tivemos problemas com a polícia ou com as autoridades, mas sempre soubemos que os vizinhos, na maioria idosos jamais nos toleraram. O contrato da casa era de um ano e renovamos por mais um e há uns três meses o dono da casa nos comunicou que teríamos que sair quando completássemos dois anos. Obviamente perguntei o porque, já que não atrasamos os pagamentos um dia sequer, cuidamos do gramado e das plantas dele e conservamos cuidadosamente a casa. Ele saiu pela tangente e não respondeu, somente disse que precisava da casa. Também não excedemos o número original de três moradores e ficou uma coisa estranha. Meu namorado que é americano foi falar com ele e a resposta é a de que os vizinhos não suportam o barulho e as festas que os imigrantes faziam todas as semanas, além da pequena bandeira da diversidade que mantemos na porta da casa”, diz Tony.

Porém, os outros dois inquilinos são americanos, mas a maioria das pessoas que frequentam a casa são imigrantes, inclusive alguns brasileiros. “Pelo meu namorado nós não nos mudaríamos e buscaríamos os nossos direitos, mas decidimos que não vamos fazer isto. Se não nos querem como vizinhos, vamos embora. Não sei se isto é por causa deste momento de intolerância com os imigrantes ou preconceito contra as minorias, mas o fato é que não queremos contenda ou stress com ninguém, muito menos com gente intolerante. O engraçado desta história é que um dos vizinhos próximos é um chinês velho que é casado com uma americana e é justamente ele um dos que mais nos dirigia olhares de reprovação”, afirma Tony. “Tenho a consciência de que jamais ultrajamos ou molestamos nossos vizinhos, e a causa principal da reclamação deles é porque somos imigrantes e gays, o que significa discriminação, preconceito, racismo e homofobia”, diz. “Sou inume a qualquer ato homofóbico e discriminatório. Trabalho em um dos principais salões de beleza de Boston, sou querido e estimado pela minha clientela que é composta basicamente de americanas, que jamais me discriminaram. Isto basta e conta muito para mim”, finaliza.

A pergunta é o que fazer diante de determinadas situações? Como se comportar com quem é intolerante, preconceituoso e homofóbico?

– Jamais reaja a qualquer comentário ou provocação
– Se for agredido fisicamente chame a polícia
– Se for discriminado, denuncie
– Cuide para que seu comportamento não incomode ninguém
– Lembre-se que em tempos de intolerância as pessoas podem se sentir atingidas com alguns comportamentos
– Não urine em público
– Respeite os horários de festas e reuniões com seus amigos
– Algumas cidades exigem autorização prévia para festas e celebrações
– Cuidado com música alta, gritaria e bebedeiras
– Se sujou, limpe
– Não estacione em frente a garagens e nem manobre em driveway de ninguém
– Você tem direitos, mas respeite o direito dos outros

Para saber os seus direitos como inquilino e/ou proprietário, clique aqui. A publicação é da Procuradoria Geral do Estado de Massachusetts e está em português.

Office of the Attorney General
Divisião de Direitos Civis
One Ashburton Place
Boston, MA 02108
Direitos civis: 617.963-2917
Linha de emergência: 1.800-994-3228

Imagem meramente ilustrativa

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