Exclusivo: DJ Anderson fala sobre sua detenção e liberação pelo ICE

Anderson Batista pagou uma fiança de US$ 10 mil

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Desde que foi detido pela Imigração no dia 27 de novembro do ano passado, ao sair de uma audiência na Corte Distrital de Marlborough, Anderson Batista, o DJ Anderson Rodeio, foi cercado por uma corrente de solidariedade e apoio movida pelos seus amigos.

Anderson Batista chegou aos Estados Unidos em setembro de 2006, com o visto J1 – para trabalho e estágio em uma fazenda no Estado do Iowa e também com um visto de turista, que venceu em 2007. Por ter um parente morando em Massachusetts, Batista decidiu ficar e jamais teve qualquer problemas com a polícia e em especial com a Imigração.

Anderson trabalhou em diversas atividades, inclusive como DJ animando festas e rodeios e em outubro de 2017, teve um incidente com uma ex-namorada onde a polícia foi chamada e ele foi levado preso, embora não tivesse ameaçado ou agredido a sua ex-companheira. ’Não houve agressão nem da minha parte e nem da parte dela. O que aconteceu foi um desentendimento que é comum a qualquer casal”, afirma Anderson, ressaltando que a ex-namorada o ajudou durante o período em que esteve detido.

“O Anderson é gente do bem e de quem todos gostam. Isto que aconteceu com ele foi uma injustiça enorme, mas que acabou desembocando em uma questão imigratória. Espero que tudo acabe bem para ele que é honesto e trabalhador e a prova disto foi a mobilização que aconteceu para ajuda-lo neste momento”, diz um amigo de Anderson que pediu para não ser identificado.

Na delegacia de Marlborough, pagou fiança e uma audiência foi marcada para um mês depois e sua ex-namorada não compareceu. Na segunda audiência, o advogado contratado por Anderson não pode comparecer e na terceira audiência, foi-lhe dito que o caso estaria encerrado e que uma data para fechar o caso já havia sido solicitada.

Ao deixar a Corte Distrital, Anderson foi abordado por um agente do ICE e levado para Burlington e no mesmo dia transferido para Plymouth onde esteve detido por 31 dias. Ao ser detido, o agente do ICE disse a Anderson que ele estava sendo detido por ter permanecido nos Estados Unidos após o vencimento do seu visto.

Em uma audiência na corte de Imigração no dia 26 de dezembro, uma fiança de US$ 10 mil foi estipulada e paga, permitindo a sua liberação, já que segundo o juiz, ele não representa um perigo para a sociedade. Anderson Batista que não está sendo monitorado por GPS agora aguarda a data em que terá de comparecer diante novamente diante de um juiz de Imigração.

“Agora é focar nas coisas boas e agradecer pela segunda chance que Deus está me dando. Tudo isto serviu para me mostrar quem são os meus verdadeiros amigos e que me apoiaram nestes momentos difíceis. Quero corrigir os meus erros e me aproximar dos meus familiares e pessoas que eu prezo”, disse Anderson Batista.

Foto: reprodução rede social

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