Em tempos de racismo e intolerância, qual é o seu comportamento social?

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Como você se sentiria se fosse numa lavanderia e encontrasse um sujeito todo a vontade com os pés dentro do carrinho onde daqui a pouco vão ser colocadas as roupas limpas? Nos pés estão os tênis mais sujos que você já viu.

E a mãe que resolve dar comida para o seu bebê na mesa onde as roupas que saíram do carrinho vão ser dobradas? Muitos virariam as costas e procurariam outra lavanderia onde nada disto acontece. Sim, esta é a atitude que muitos de nós tomaríamos, ainda mais sabendo que tanto o folgado que colocou os pés no carrinho, como a mãe que deu comida para a criança são brasileiros.

Outro dia num lugar público – um ônibus – uma brasileira conversava com a mãe que estava no Brasil pelo telefone celular. Como se estivesse sozinha num deserto ela combinava com a mãe os detalhes do seu casamento arranjado com um cidadão americano como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Uma outra mulher também brasileira discorria sobre os dotes físicos do namorado em uma conversa telefônica na fila do banco sem se importar com quem a ouvia falando. Para completar o quadro dantesco comentava da noite tórrida que tivera, tudo em bom português e sem o menor constrangimento

E o homem brasileiro que falsificou um cartão de deficiente físico só para estacionar com comodidade nas vagas destinadas a estes? E os que param na frente de hidrantes e ligam o pisca alerta como se isto os autorizasse a transgredir deliberadamente.

Certamente cada um de sabe de fatos e acontecimentos que envolvem situações onde a vontade de chorar se sobrepõe a de rir. São tantas trapalhadas, falta de educação e de respeito, que é impossível enumerar cada uma delas. O pior de tudo é que tem gente que depois reclama da sorte.

Como se comportar?
– Em festas e reuniões seja o mais comportado possível
– Evite músicas em alto volume
– Não fale alto em público
– Tenha em mente que as pessoas estão observando o tempo todo
– Cuidado com o que você fala
– Cuidado com o que você publica e diz nas redes sociais
– Não ofenda ninguém por causa da política
– Evite brigas e agressões físicas
– Se sentir ofendido, não danifique nada em possibilidade alguma
– Evite altercações com qualquer pessoa por causa de raça, gênero ou opinião
– Evite qualquer ato ou ação que possa causar constrangimento
– Não ostente nada que te identifique como um imigrante
– Nunca revele o seu status imigratório
– Mantenha a discrição e a sobriedade
– Preserve-se e não comprometa o seu futuro

Tem dos nossos que primam pela ignorância absoluta. Moram na mais desenvolvida nação do planeta e agem como se morassem na mais remota e atrasada vila nos confins do mundo. Criticam o lugar onde ganham o pão de cada dia; abominam a economia; falam mal do patrão; detestam o inverno; reclamam do calor, da comida, da roupa, de tudo e de todos, reclamaram que o o Obama não fez a reforma de imigração e esculhambam Trump porque este não gosta de imigrantes.

Nos Estados Unidos, leis são criadas todos os dias para dificultar a vida de milhões de imigrantes que além de padecer pela falta de documentos, penam em muitas situações cotidianas que seriam banais, não fosse pela gravidade de algumas circunstâncias.

Hoje existe uma polarização política nos Estados Unidos que lembra aquela velha história do mar com o rochedo, sendo que em paga a conta é o marisco. No meio deste embate político atual quem sofre é o trabalhador imigrante que não tem a quem recorrer.

Mesmo assim, estes milhões insistem em seguir adiante e se no meio destes existem os que querem trabalhar e viver em paz, há também aqueles gostam de uma confusão, de arruaça, de beber e dirigir, de praticar a violência doméstica entre outras coisas. Gente como os citados no início deste texto existe em todos os povos e não é um privilégio dos brasileiros.

É claro e óbvio que cada qual é livre para fazer o que bem entender, desde que não atinja o direito do próximo. Por estas e outras razões e apesar dos pesares é que a América é a pátria de milhões de pessoas que independente de ter ou não documentos sentem-se em casa por estas paragens. Nação imensa onde sempre cabe mais um, mas que cada vez mais dá uma guinada dramática no racismo, na intolerância, na arrogância e no aumento das deportações…

Foto: Veterans Memorial Stadium em Lawrence, após um show no Brazilian Day Boston. Reprodução redes sociais

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