Distração fatal no trânsito

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Juliana acordou no hospital de Everett, Massachusetts, com dores em todo o corpo. Até onde se lembrava, estava parada em um cruzamento esperando o semáforo abrir para ir para o primeiro trabalho do dia por volta das 6 horas da manhã. As imagens de uma das câmaras de bordo revelou que seu carro havia sido atingido em cheio por um furgão, cujo motorista estava distraído no telefone celular e não se dera conta de que o sinal havia fechado.

Costelas quebradas, duas semanas usando um colar cervical, e dores pelo corpo todo foram e ainda são o resultado de mais uma barbeiragem de um motorista distraído. Juliana está se tratando e já sabe que a indenização que receberá será alta, pois o veículo que a atingiu é de uma empresa.

“O carro ficou imprestável e eu poderia ter morrido com a força da pancada e depois disto comecei a prestar atenção no trânsito nas minhas idas e vindas do hospital e da fisioterapia e posso ver o quanto há de motoristas irresponsáveis que estão totalmente absortos e distraídos com seus telefones celulares. O cara que bateu no meu carro, disse que estava no Facebook e se estivesse dirigindo um caminhão teria passado por cima do meu carro”, disse Juliana.

Acidentes como o sofrido por Juliana acontecem todos os dias e aos milhares todos os meses. Nos Estados Unidos nove pessoas morrem e mais de mil ficam feridas todos os dias em acidentes provocados por motoristas distraídos. Uma reportagem publicada no UOL na sexta-feira, 30 de junho, mostra o resultado do ‘Estudo de Distrações ao Volante”, elaborado pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil). Os dados são assustadores e busca alertar e orientar motoristas e passageiros sobre os perigos e os riscos de quem dirige de olho no celular.

Enviar ou receber mensagem de texto, ter os olhos fixos no telefone celular e navegar na internet ou redes sociais por cinco segundos é o tempo suficiente para percorrer um campo de futebol a 55 milhas por hora e sem prestar atenção no trânsito. As autoridades consideram também distração quando motoristas manuseiam telefones celulares e redes quando estão parados no trânsito e coíbem-se a prática com multas e advertências.

As estatísticas que envolvem acidentes com motoristas distraídos é alarmante. Os números apontados pelo National Higway Traffic Safety Administration (NHTSA), que é o órgão do Governo para a segurança do trânsito são assustadores. Os dados são de 2015 e veja no quadro as informações que abrangem acidentes desde 2010.

Dados segurança no trânsito
Dados oficiais de mortes e feridos por condução distraída entre os anos de 2010 e 2015

Não há dados disponíveis sobre danos materiais decorrentes da condução distraída, mas estima-se que sejam milhões de dólares todos os anos.

Clique aqui para assistir aos vídeos institucionais da campanha de alerta da NHTSA contra a condução distraída.

Enviar e receber mensagens texto, falar ao telefone celular, acessar a internet e redes sociais, acessar dispositivos de navegação como GPS, comer e beber durante a condução são alguns exemplos de condução distraída, que pode provocar acidentes com mortes e lesões.

Estados e territórios onde é proibido o uso de telefone celular e equipamentos eletrônicos durante a condução:
Califórnia, Maryland, Oregon, Porto Rico, Connecticut, Nevada, Vermont, Guam, Delaware, New Hampshire, Washington, Ilhas Virgens, Havaí, New Jersey, West Virginia, Illinois, New York e Washington DC.

Estados e territórios onde é proibido enviar, receber e ler mensagens de texto durante a condução:
Alabama, Alasca, Arkansas, Califórnia, Colorado, Connecticut, Delaware, Flórida, Georgia, Havaí, Idaho, Illinois, Indiana, Iowa, Kansas, Kentucky, Louisiana, Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Mississippi, Nebraska, Nevada, New Hampshire, New Jersey, New Mexico, New York, North Carolina, North Dakota, Ohio, Oklahoma, Oregon, Pennsylvania, Rhode Island, South Carolina, South Dakota, Tennessee, Utah, Vermont, Virginia, Washington, West Virginia, Wisconsin, Wyoming, Washington DC, Porto Rico, Guam e Ilhas Virgens.

Imagens: NHTSA.gov

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