Deval Patrick para uma repórter da Fox: “Essa não é uma decisão política”

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O Grupo Mulher Brasileira apoia a decisão do Governador Deval Patrick de oferecer o Estado de Massachusetts para receber crianças da América Central que estão atravessando a fronteira sozinha. Heloisa Maria Galvão, que presenciou o anúncio na sexta-feira, 18, disse que Patrick tomou a decisão certa. “Esta é uma questão humanitária”.

Em entrevista à imprensa na State House, em sala lotada de jornalistas e líderes comunitários, Patrick disse que as crianças serão abrigadas na Base de Bourne, no Cape Cod, ou na Base Aérea de Chicopee. Ele disse estar respondendo a um pedido do governo federal que pediu aos estados um espaço de aproximadamente 90 mil pés quadrados para receber até mil crianças. Desde outubro, 52 mil crianças atravessaram a fronteira sozinhas.

“É uma questão de amor ao país e de fé”, disse o Governador, cercado de líderes religiosos, entre eles o cardeal Sean O’Malley, Arcebispo de Boston. “O poder deste país vem de dar, não de tirar”, e lembrou que em 1939 “nós tomamos a decisão de devolver crianças judias e isso é uma mancha na nossa história”.

Não está absolutamente certo que as crianças virão, mas se vierem “vão precisar de brinquedos, de livros e de adultos”, ressaltou Patrick. A previsão é que as crianças fiquem entre 30 e 120 dias e não há possibilidade delas permanecerem no abrigo. “Eu entendo que as opções são deportação ou reunião com a família nos Estados Unidos”.

Deval Patrick estava visivelmente emocionado durante a entrevista que durou cerca de uma hora e disse que tomava a decisão também como pai. Ao responder a uma pergunta de uma repórter da Fox, foi ovacionado por quase cinco minutos: – “Governador, como o senhor responderia aos críticos? Alguns governadores que estão concorrendo à reeleição se negaram a receber as crianças em seus estados. O senhor não está concorrendo à reeleição e aceita as crianças”.

Patrick demorou uns três minutos para responder. Olhos marejados, parecia lutar com a emoção e a insensibilidade da pergunta. Afinal, em voz baixa disse: – “Essa não é uma decisão política”.

A sala explodiu em aplausos. “Acho melhor deixar assim”, disse Patrick e se retirou.

Fotos e texto: Grupo Mulher Brasileira

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