De onde somos?

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Quantas vezes você já ouviu a pergunta de onde é no Brasil? Muitas vezes, não é? Tantas vezes que perdemos a conta. Normalmente falamos isto com muito gosto, alegria e satisfação e lembramos da nossa terra e do nosso chão com carinho e mesmo que estejamos a muitos anos e milhares de quilômetros da nossa terra jamais a esquecemos. Quantos de nós lembramos-nos das nossas com muito carinho e atenção e que podemos nos lembrar nos nossos lugares em detalhes.

Lá na nossa terra, no nosso canto, tem o rio, o morro, a ponte, a fazenda, o sítio, a porteira, a avenida, a praça e o nosso banco favorito, a prefeitura, a escola onde estudamos, a igreja, o campo de futebol e tem também as pessoas que são especiais para nós.

O padre, a professora, o diretor da escola, o farmacêutico – que fazia as vezes do doutor, o técnico do time, o delegado, o leiteiro, o quitandeiro, o padeiro, a mulher do posto de saúde, o médico, o mecânico, o agrimensor que lidava com umas máquinas estranhas e que despertou em muito garoto o desejo de ser um, a dona do cartório e até a fofoqueira que cuidava da vida de todo mundo e sabia em detalhes o que cada um fazia e que no dia em que resolvíamos matar aula para nadar no rio, ela tratava de contar para a mãe da gente e acabar com a festa.

Pois são lembranças das quais nunca vamos nos esquecer e que nos faz seguir adiante trabalhando e superando todas as dificuldades pelas quais enfrentamos quando deixamos a segurança da nossa terra e do nosso lugar para nos aventurar por lugares que não sabemos direito como é e o que vamos encontrar.

Mas por que se tudo isto é importante para nós, temos que deixá-los para trás? Porque faz parte da vida do homem e é inerente a todo ser humano a inquietação e a necessidade de melhorar de vida, e é por isso que fazemos questão de mantermos vivos na nossa mente cada detalhe que nos marcou na infância, adolescência e juventude.

São passos gigantescos que temos que dar, porque nossa natureza e a vontade de vencer na vida nos dizem sempre que o melhor está do outro lado da montanha, do rio e do mar, e é para lá que vamos o tempo todo e para isso vamos deixar as coisas que amamos e gostamos e construir tudo de novo.

Bem, na maioria das vezes desejamos voltar para os nossos lugares vestindo a melhor roupa, andando no melhor carro, comprando o melhor pedaço de terra, não para ostentar ou ser superior a quem quer que seja, mas para mostrar que vencemos e triunfamos.

Também não é vergonha alguma deixar vencer. A vergonha é ter fracassado sem lutar, sem ter tentado, sem nunca sair do lugar para ter uma perspectiva diferente do mundo e das coisas  estão lá do outro lado do mar.

Ter orgulho do nosso chão é vencer honestamente e proceder com dignidade, pois quando alguém fracassa e se mete em qualquer confusão, a primeira coisa que se pergunta é de onde é que a pessoa é mesmo?

Então já viram a nossa obrigação de manter o bom nome e a boa fama da nossa cidade, pois é aí que vai estar a verdadeira diferença entre o sucesso e o fracasso. Quantas vezes encontramos com pessoas que têm verdadeiro orgulho dos lugares de onde saíram e dizem isto com satisfação. E por falar nisto, de onde você é mesmo?

Fotos: Bandeira do Brasil – Jehozadak Pereira. Pico do Ibituruna – reprodução

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