CORONAVÍRUS não foi a causa mortis de Zebinha Trindade

A pergunta que a família faz é por que Zebinha não foi encaminhado para a emergência do hospital?

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Zebinha Trindade morreu em decorrência da gripe influenza

José Trindade, o ‘Zebinha’, 58 anos completados no dia 19 de março, foi encontrado morto pelo irmão Gege Trindade na manhã da terça-feira, 31, em sua casa em Marlborough, Massachusetts. Conforme reportagem publicada na terça-feira, Gege reclamou pelo fato de que seu irmão não ter conseguido passar da tenda montada na porta do Marlborough Hospital para ser atendido na emergência, o que teria sido determinante para a morte de Zebinha, já que a suspeita era de que ele estivesse com coronavírus.

De acordo com o relatório da autópsia do Office of the Chief Medical Examiner comunicado para a família na quinta-feira, 2, a morte de Zebinha Trindade se deu por ‘insuficiência respiratória seguida de uma parada cardíaca, em decorrência de uma gripe influenza muito forte’.

Pouco antes da cerimônia de cremação do corpo, novamente a reportagem ouviu Gege Trindade, sobre o resultado da autópsia e da causa mortis de Zebinha. “Estamos aliviados por não ter sido por causa do coronavírus, mas toda a família está abalada pela morte do Zebinha, e mantenho a opinião de que se lá no hospital eles tivessem encaminhado ele para a emergência, o resultado seria outro e nós não estaríamos lamentando a morte do nosso irmão. Inclusive, uma pessoa que trabalha na área hospitalar me disse que houve falha do pessoal na triagem, pois eles não poderiam ter mandado ele embora sem pelo menos ver o corpo médico do hospital”, afirmou Gege.

Em linhas gerais o procedimento de atendimento é este  
Quando alguém chega a um hospital com suspeita do coronavírus, é feito a triagem com perguntas se a pessoa viajou para fora do país, se tem febre, dor de cabeça, dor no corpo e tosse.

Se a pessoa tiver qualquer destes sintomas é tido como suspeito da doença e o colocam em um quarto que tem pressão negativa – usada para quem tem quadro de doença respiratória e viral, com baixa imunidade, como é o caso do coronavírus.

Todos os pacientes são tratados, é feita uma bateria de exames, raio-x do tórax, tomografia computadorizada, exame de sangue e todo o histórico do paciente, inclusive com condições pré-existentes. 

Depois disto tudo fazem o exame do coronavírus, cujo resultado não sai imediatamente e se não for diagnosticado como coronavírus, tratam como se outra patologia e as restrições são retiradas, o paciente é mandado embora ou fica em observação por um tempo e tem alta. Emergência não é para casos de tratamento, e sim para uma triagem.

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