BRASIL extradita carioca acusada de assassinar marido nos EUA

O STF entendeu que ao se tornar cidadã americana, Claudia Hoerig devia ser extraditada

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O casamento de Karl e Claudia Hoerig durou dois anos e foi marcado por discussões, brigas e confusões. Foto: reprodução redes sociais

A carioca Claudia Cristina Sobral Hoerig foi extraditada em sigilo do Brasil para os Estados Unidos para ser julgada pela justiça pelo assassinato de Karl Hoerig, ex-piloto da US Air Force. Claudia Hoerig de 53 anos que é a primeira brasileira na história a ser extraditada para ser julgada no exterior, desembarcou escoltada por agentes da Interpol no fim da noite da quarta-feira, 17.

Claudia chegou nos Estados Unidos na década de 1990, casando-se com o médico Thomas Bolte, obtendo o status de residente permanente. Em 1999 tornou-se cidadã americana por causa da sua profissão o que lhe proporcionou obter um ganho maior.

Já separada do médico Bolte, Claudia conheceu Karl Hoerig em um site de relacionamentos na internet e se casaram em 2005 indo morar no Estado de Ohio, onde o marido era piloto comercial. Hoerig havia combatido no Afeganistão e no Iraque. Por causa de problemas de relacionamento o casamento que foi marcado por brigas, discussões e confusões durou dois anos e no dia 15 de março de 2007, o corpo de Karl foi encontrado baleado.

Cinco dias antes do assassinato de Karl Hoerig, Claudia havia comprado um revólver calibre 357 e a perícia constatou que as balas que mataram o americano eram da mesma arma, uma pistola Smith & Wesson. No dia em que o veterano foi assassinado, Claudia embarcou apressadamente para o Brasil, sendo considerada uma fugitiva internacional com mandado de prisão e teve o seu nome incluído na lista de procurados pela Interpol.

Já que Claudia Hoerig havia se tornado uma cidadã americana, o Governo dos Estados Unidos pediu a sua extradição e seu caso foi parar no Supremo Tribunal Federal que entendeu que ela havia aberto mão da cidadania brasileira, que havia sido definitivamente cancelada, o que foi confirmado pelo STF em julho de 2013.

O entendimento do STF deu-se em razão do artigo 12º da Constituição do Brasil que prevê a perda da nacionalidade brasileira quando outra é adquirida. Embora haja algumas exceções, nenhuma delas de aplicou no caso de Claudia.

Embora o veredito do STF não tenha sido unânime, a sua extradição foi aprovada e os seus advogados tentaram um habeas corpus dois dias antes da extradição, que foi negado. Claudia Hoerig não poderá ser condenada à morte e nem a prisão perpétua e sua pena estará limitada a 30 anos, conforme reza a constituição brasileira, e que consta do acordo de extradição.

Claudia está presa no Condado de Trumbull, Ohio e seu caso será acompanhado pelo Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Justiça.

Foto da capa e compartilhamento:U.S. Marshalls

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