ACUSADO de ato indecente contra criança, brasileiro é inocentado

Natural de Governador Valadares, Aderlande Soares mora nos Estados Unidos há 18 anos

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Justiça considerou que não havia provas contra Aderlande e arquivou o caso

No dia 4 de julho do ano passado, o brasileiro Aderlande Soares viveu o pior pesadelo da sua vida, ao ser preso pela polícia de Ashland e acusado de ter cometido um ato indecente e inapropriado contra uma menina de quatro anos, enquanto nadava no Ashland State Park, em Ashland, Massachusetts.

Mesmo negando veementemente ter cometido qualquer ato contra a criança, Aderlande ficou cinco dias preso e foi solto depois de pagar uma fiança de US$ 1,5 mil e uma audiência foi marcada para o dia 3 de setembro. “Uma pessoa que supostamente teria testemunhado o ocorrido, não me reconheceu e negou que eu tivesse molestado a criança”, disse Aderlande para a reportagem do blog. De acordo com o brasileiro que é de Governador Valadares e mora nos Estados Unidos há 18 anos, uma nova audiência foi marcada para o dia 5 de novembro.

Porém, uma operação da Imigração prendeu em 23 de setembro, 67 pessoas, e entre elas estava Aderlande Soares que ficou detido sob custódia da Imigração por quase dois meses. “Meu advogado criminalista disse que conseguiria me tirar dali se eu fosse absolvido ou inocentado, e confiando em Deus, e na Justiça, tinha a certeza da minha inocência’, continua.

Na audiência do dia 5 de novembro na Corte Distrital de Framingham, sete policiais de Ashland testemunharam contra Aderlande, mesmo não tendo presenciado a ocorrência e outras duas testemunhas entraram em contradição nos seus depoimentos em juízo. “A juíza do caso, me inocentou e mandou arquivar o caso, me isentando de qualquer crime”, disse Aderlande.

Porém, havia ainda pendente o caso imigratório, já que ele havia sido detido por causa do seu indiciamento que fora anulado e na audiência do dia 13 de novembro, foi determinado que ele deveria ser solto mediante o pagamento de uma fiança de US$ 10 mil, que não deveria usar GPS e que poderia aplicar para a sua legalização. “Graças a Deus, eu provei na Justiça que não havia cometido qualquer crime, e que jamais me envolvi em qualquer problema desde que moro aqui. Depois de ter sido inocentado e libertado pela Imigração, eu só conseguia chorar e agradecer a Deus e aos meus advogados, por poder estar com a minha família novamente”, finaliza Aderlande que procurou a reportagem para contar a sua história. 

Foto: arquivo. Reportagem publicada originalmente no JS News

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