BOICOTE: as lições que não aprenderam com Fausto da Rocha e José Bravo

A motivação do boicote contra Marília Mendonça é político-partidária

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Em 2010 Rocha e Bravo promoveram um boicote que prejudicou milhares de pessoas

Os fantasmas de Fausto da Rocha e do colombiano José Bravo, que em 2010 assombrou a comunidade brasileira em Massachusetts com o nefasto e prejudicial boicote ao Censo demográfico volta a aporrinhar novamente em 2018, desta vez pelas mãos de Thathyanno Desa e Walter Medeiros, que por causa da candidatura de Jair Bolsonaro, pregam um boicote à cantora Marília Mendonça que se apresenta em Brockton no domingo, 7.

A polarização da campanha que atinge em cheio o Brasil chegou com força aos brasileiros nos Estados Unidos, e a cantora participou de um manifesto contra a candidatura de Bolsonaro, o que segundo ela provocou ameaças contra a sua família.

Ao terem ciência de que Marília vai se apresentar para os brasileiros em Massachusetts, Desa e Medeiros que participam ativamente da campanha de Bolsonaro no Estado, usaram as redes sociais e seus espaços para promover um boicote tanto à cantora quanto à promotora do show.

Para reavivar a memória de quem não lembra, Fausto da Rocha, até então diretor-executivo do Centro do Imigrante Brasileiro e José Bravo, que vendia um monte de coisas e era anunciante de programas radiofônicos e que depois se tornou co-apresentador de um programa com Fausto, e reconhecidamente um eleitor republicanos, disseminaram que quem respondesse a qualquer pergunta do Censo, incorreria em uma possível deportação.

Para ambos, a Imigração supostamente teria acesso aos questionários e quem fosse indocumentado não deveria receber o recenseador sob qualquer pretexto. Não é preciso dizer que foi uma catástrofe absoluta e tanto Rocha quanto Bravo não pouparam esforços para causar pânico através da disseminação da falsa informação.

Para tanto usavam de duas horas diárias onde afrontaram pessoas, jornalistas, empresários, ativistas comunitários e quem ousasse confronta-los e não hesitavam um instante sequer em atacar pessoas de reputação ilibada e nem brasileiros que trabalhavam para o governo. Rancorosos e maldosos, Rocha e Bravo literalmente dividiram a comunidade com sua proposta de boicote ao Censo. 

Com isto, Fausto foi afastado do comando do Centro do Imigrante Brasileiro que quase fechou as portas pois as fundações que financiavam a entidade cortaram os recursos e não fosse a dedicação do grupo que assumiu o CIB e que o recuperou com muitas dificuldades, não teria sobrevivido a crise.

Os efeitos dos desatinos de Fausto e Bravo se fizeram sentir por muitos anos, e os reflexos ainda podem ser sentidos com o corte de recursos federais no Estado de Massachusetts, sem contar que tudo isto provocou um atraso de pelo menos uma década na comunidade brasileira.

Este episódio triste ainda está vivo na memória de muita gente e fez com que tanto Fausto quanto Bravo entrassem em decadência. Atualmente Fausto trabalha como vendedor de carros e José Bravo mora no Brasil e não deixaram saudades em ninguém. O boicote proposto por eles não teve o efeito desejado e igualmente não se tem notícia de que alguém que tenha respondido ao Censo tenha sido deportado.

Em uma comunidade pequena como é a brasileira, tudo tem um reflexo imediato ou não. No caso de Fausto e Bravo eles descobriram logo que o mercado não aprecia atitudes arbitrárias e por falta de patrocínio encerraram o programa radiofônico e posteriormente se engalfinharam em uma grande confusão com acusações de ambas as partes. Ou seja, brigaram com todo mundo e depois terminaram brigados e rompidos eles mesmos. A coisa foi tão séria entre os dois que viviam se elogiando mutuamente, que Rocha se referia a Bravo como um ‘câncer’ que deveria ser extirpado da comunidade. Restou a Fausto da Rocha que dantes fora um promissor líder comunitário, a decadência e o ostracismo. A José Bravo nem isto, pois já era decadente antes de se imiscuir na comunidade brasileira. Dele só lembram do cabelo acaju pintado com tinta barata.

Mas voltemos a Desa e Medeiros. Ambos reclamam do modo como a produtora do show de Marília Mendonça trata a imprensa. Qual imprensa? Aqueles arremedos que colocam um crachá no peito e se dizem ‘da mídia’, ou os que verdadeiramente são profissionais e exercem com dignidade a profissão? Quem é que a produtora supostamente maltrata? Os que a pretexto do jornalismo só querem mordomia e tirar foto com artistas e famosos e depois publicar nas redes sociais? 

Marília Mendonça e todos os outros têm sim o direito de emitir opinião e também de poder escolher o candidato que mais o agrade sem que isto provoque uma guerra, agressões e ofensas verbais. Quanto ao show vai quem quiser ir.

Se de fato há a grosseria e a arrogância da promotora, por que continuam indo nos eventos promovidos por ela? Logo se deduz que ambos falam em seus próprios nomes e interesses, nada além disto. Propuseram um boicote unicamente porque a cantora emitiu a sua opinião e eles agiram com oportunismo, propondo um boicote inconsequente só porque o seu candidato foi citado de modo negativo.

O que dizem os patrocinadores dos meios deles? Pois é preciso saber que seus negócios são potenciais alvos e objetivos caso qualquer um deles seja contrariado ou até mesmo que o candidato da sua predileção sofra alguma crítica.

A lição do ostracismo e decadência de Fausto da Rocha e José Bravo está aí, viva e mostrando que tudo tem um preço que será cedo ou tarde cobrado. Custe o que custar…

Que aprendam a lição. Se é que querem aprender alguma coisa… 

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