Jesse Branth: talento na arte e no trabalho comunitário

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Quem aprecia o teatro e as artes cênicas em Massachusetts certamente já viu Jesse Branth em ação, o que o torna um dos expoentes na área na comunidade brasileira nos Estados Unidos. Além de ator Jesse que começou a sua carreira aos 12 anos anos e não parou mais. Fez alguns cursos como Mímica e Dactologia – linguagem de sinais, maquiagem, composição de vestuários, correção de textos, desenvolvimento e montagem de espaço cênico, modelo fotográfico, modelo fotográfico – Habilitação de Ensino, modelo manequim, modelo manequim – Habilitação de Ensino, etiqueta e postura, etiqueta e postura – Habilitação de Ensino, ator de televisão, ator de comerciais de televisão, ator de cinema e direção.

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Jesse e Lucas Constante num filme comercial. Fotos arquivo pessoal

Jessé começou como partner do pai, mágico diletante e entrou para o teatro substituindo Susana Garcia. “Como todo ator sempre atuamos para a família em casa, aquela coisa de criança. Meu pai era mágico e sempre me usava para os números que fazia. Eu adorava aquilo, pois participava e nunca descobria os seus segredos. Desde os quatro anos o acompanhava, iniciando nas artes cênicas com ‘O Soldadinho de Chumbo e a Boneca’, mas o que realmente ao que me lembro em 1987 foi Chapeuzinho Vermelho, pois na época Susana Garcia estava em cena e se machucou e assim entramos eu e uma amiga que sempre estávamos lá no Teatro para ajudar. Acabamos entrando em cena e fazendo tudo certo, e acabamos ficando por lá”, diz Jesse sobre o início da sua carreira de ator.

“Não posso esquecer da Claudia Raia em seu primeiro espetáculo que me disse para não olhar para trás e prosseguir sempre e a Rosa Maria Murtinho no teste e entrevista do Sindicato dos Atores do Rio de Janeiro, quando fui pegar meu registro, acabou virando uma aula de atuação que nunca esqueci. Rosa disse o quanto ser ator é importante. Quando cheguei aqui nos EUA há 13 anos, trabalhei muito com as igrejas em peças evangelísticas e trabalho até o dia de hoje. Mas em teatro secular foi ‘Cinderela, a história que sua mãe não contou’. Fui para ajudar na produção e acabei pegando um personagem que foi um desafio para mim. Fazer um uma fada, papel que nunca tinha feito em minha vida. Depois disto foram seis peças teatrais e três filmes”, diz relembrando do que o incentivou e os trabalhos que participou nos EUA.

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Jesse, num dos seus muitos trabalhos artísticos

Para Jesse ser ator é viver e representar a realidade que o público gostaria de ser. “Ser ator é transportar o público para dentro do palco e para o sonho que todo mundo tem dentro do coração mas não teve a oportunidade de viver um dia. A importância que vejo é fazer o público sair do teatro feliz, de participar da vida deles por alguns minutos. Volto para casa somente pensando no público, pois é a razão de um ator subir ao palco. Também não posso deixar de falar que ser humilde é um dom de Deus. Humildade perante os outros, que infelizmente e difícil de encontrar neste meio”.

Nos últimos tempos, Jesse está sempre envolvido em algum projeto cultural atuando como voluntário na comunidade brasileira, envolvendo-se em projetos culturais, educacionais em especial na educação da saúde. Trabalhando há quase 12 anos no Cambridge Health Alliance onde coordena 87 funcionários nos cuidados de pacientes, entre eles médicos, enfermeiros, assistentes e outros.

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‘Mudança de Óbito’, um dos muitos trabalhos de sucesso de Jesse Branth

Todo este trabalho foi confiado a Jesse depois de ter concluído o seu mestrado na área de cuidados com a saúde pública e informática. Uma das maiores premiações que Jesse recebeu, foi ter sido o primeiro lugar em sua classe no Cambridge College 2014 e assim foi convidado pela diretora da universidade tendo sido incluído na Sociedade Honorária Sigma Beta Alfa. Uma sociedade dos melhores gerentes, mestres e administradores dos Estados Unidos. Jesse tem como objetivo um projeto com crianças carentes além de de promover eventos e parcerias com os maiores promotores de eventos dos Estados Unidos.

“Acho que nós brasileiros estamos crescendo muito em todas as áreas. Tenho visto que o povo brasileiro tem comparecido mais aos eventos culturais e eventos comunitários. E isso tem sido ótimo para nós que fazemos eventos e procurarmos desenvolver diferentes atividades para o nosso povo que vive fora do Brasil”, conclui, Jesse que recentemente promoveu a Feira de Saúde Comunitária em Saugus, MA, mais um evento dos muitos em que coordena e colabora.

Jesse tem uma longa carreira artística que começou em 1987 com trabalhos no teatro em novelas e em uma mini série e um seriado na Globo; como assistente e produtor de diversos espetáculos e em peças teatrais em Boston, sempre com qualidade e respeito ao público.

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